Argumento será “concorrência desleal”
ADAMO BAZANI
Empresas de ônibus intermunicipais de Minas Gerais devem entrar com processo contra o aplicativo de carona BlaBlaCar.
Fundada por Frédéric Mazzella, a empresa com sede na França, está há dois anos no Brasil, onde tem 1,6 milhão de usuários. No mundo, com a ideia que teve origem em 2003, a BlaBlaCar conseguiu até agora em torno de 50 milhões.
De acordo com o colunista de economia Amauri Segalla, de O Estado de Minas, o processo deve alegar suposta concorrência desleal, assim como taxistas e representações fizeram contra o Uber e perderam na maior parte das vezes.
O aplicativo BlaBlaCar possibilita o compartilhamento de carros em viagens intermunicipais e até interestaduais dependendo da distância.
As empresas de ônibus intermunicipais dizem que perderam oito milhões de registros de passagens no ano passado.
Em Minas Gerais, nos tribunais, as companhias de ônibus barraram o Buser, uma espécie de Uber de ônibus, que oferecia compartilhamento de veículos fretados em trajetos que concorriam com as linhas regulares.
Apesar de as empresas de ônibus no Brasil reclamarem do excesso de regulamentação do mercado, é justamente na regulação que se apegam contra estas novas ameaças.
As companhias alegam que a regulamentação traz custos e exigências que as tornaria pouco competitivas se aparecerem ofertas de transportes sem as mesmas regras e gastos operacionais.
Uma equipe da Comissão Europeia chegou a conclusão que a desregulamentação, com a livre concorrência, pode aumentar a oferta de transportes e reduzir os custos de viagens. O Flixbus, de propriedade da Mercedes-Benz, uma espécie de compartilhamento de viagens programadas por aplicativos de celular, hoje corresponde a maior parte dos trajetos coletivos rodoviários.
Apesar do estudo, nem todos os países membros concordam com os resultados, como a Espanha. Relembre a matéria:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
