Ônibus do Rio de Janeiro operam normalmente nesta segunda-feira (1); assembleia sindical discutirá greve

Ônibus da São Silvestre, a mais recente empresa que fechou as portas na capital fluminense

Liminar proibiu a greve dos rodoviários entre o último dia de dezembro e as 10h do dia 1º de janeiro

ALEXANDRE PELEGI

Após uma liminar proibir a greve marcada pelos rodoviários no Rio de Janeiro, entre o dia 31 de dezembro e as 10h do dia 1º de janeiro, a circulação dos ônibus na capital fluminense segue normal nesta segunda-feira. A frota é reduzida, mas não por qualquer paralisação, e sim por ser feriado de Ano-Novo.

Temendo a multa imposta pela liminar, em caso de descumprimento da decisão judicial, o Sindicato que representa os rodoviários na cidade, o Sintraturb, preferiu não arriscar. A liminar proibiu a paralisação em horário de pico e exigiu ainda 80% da frota operando mas, por ser feriado nacional, e para não causar dúvidas, o presidente do sindicato, Sebastião José da Silva, decidiu cumprir a programação definida pelas empresas de ônibus.

Caso não cumprisse a decisão, o Sintraturb teria de pagar multa diária de R$ 100 mil, cabendo ainda outras multas, de R$ 10 mil ao presidente da entidade e R$ 1.000 para outras pessoas que porventura desrespeitassem a liminar.

Nesta terça-feira (2) ficou marcada uma assembleia dos trabalhadores para definir se a categoria vai manter a agenda de greve. Assim como neste fim de ano, outra paralisação foi barrada pela Justiça em novembro de 2017.

A categoria quer realizar um movimento para pressionar pelo não recebimento do reajuste salarial (que não ocorre desde junho de 2016), além de cobrar os atrasos em benefícios como cestas básicas, salários e 13º salário.

RIO ÔNIBUS RECLAMA DE ARRESTO DETERMINADO PELO TRT

Assim como o Tribunal Regional do Trabalho acatou no dia 29 de dezembro petição do Rio Ônibus impedindo a greve dos rodoviários na virada do ano, um dia depois (dia 30 de dezembro), em nova decisão, o Tribunal atendeu aos reclamos dos rodoviários que têm sido motivo para seguidas paralisações: os atrasos nos salários e do 13º, além das férias e da ausência de reajuste da categoria.

O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim (TRT 1ª região) determinou o arresto de todo dinheiro que seria arrecadado pelas empresas de ônibus no domingo (31), último dia do ano, determinando que ele fosse destinado exclusivamente para o pagamento dos funcionários.

O Rio Ônibus, que representa as empresas de ônibus, divulgou nota em que afirma que a decisão do TRT de arresto da receita do dia 31 “vai agravar ainda mais a crise que atinge, desde o início de 2017, o setor de transporte por ônibus”.

Diz ainda: “O cumprimento da liminar vai pressionar as empresas, que já vêm enfrentando dificuldades para pagar em dia os salários de seus funcionários, e também seus fornecedores.”

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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