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Motoristas de empresa de ônibus da Ilha do Governador protestam contra atraso do 13º

Grupo de funcionários da Paranapuan, que integra consórcio Internorte, iniciou protesto na madrugada desta quinta-feira (28)

ALEXANDRE PELEGI

Passando por uma crise que parece não ter fim, o setor de transportes públicos do Rio de Janeiro amanheceu nesta quinta-feira com um protesto promovido por um grupo de 80 funcionários da Paranapuan, empresa de ônibus que integra o consórcio Internorte.

O grupo reclamava que ainda não recebeu a segunda metade do 13° salário, nem o vale refeição de dezembro; além disso, alegam que os salários estão sendo pagos em parcelas.

O ato de protesto começou no início da madrugada em frente à garagem da Paranapuan, localizada na Estrada do Galeão, Ilha do Governador.

Os motoristas não entraram para trabalhar, e o primeiro ônibus que deveria ter deixado a garagem às 3h45 não saiu no horário determinado.

Os funcionários reclamam do salário de dezembro, que foi pago em três parcelas, e de novos uniformes – não recebem peças novas há três anos. Reclamam ainda em relação ao fundo de garantia, que não estaria sendo depositado.

A empresa, através de um diretor, pediu que os funcionários escolhessem representantes para uma reunião às 11 horas de hoje. O grupo não aceitou o pedido.

O Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus do Rio, informou através de nota que, sem o reajuste da tarifa, previsto no contrato de concessão, as empresas perdem gradativamente a capacidade de investir em manutenção e renovação da frota, e enfrentam dificuldades para cumprir com obrigações trabalhistas. Ainda segundo a nota, o Rio Ônibus informa que 12 empresas correm risco de colapso financeiro na cidade. Juntas, elas empregam cerca de 7 mil trabalhadores e operam mais de 110 linhas.

Já o Consórcio Internorte, do qual participa a Paranapuan, informou nesta manhã que vai acionar um plano emergencial para suprir as linhas suspensas pelo protesto. Os passageiros da Ilha do Governador têm a opção das linhas 321, 324, 325, 326, 329 e 330 para o Centro do Rio e as linhas 616, 663 e 696 com destino à Zona Norte.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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