Dissídio coletivo da categoria deve ser definido em dezembro. Greve completou um mês no fim de semana
ALEXANDRE PELEGI
A greve do Metrô do DF completou 30 dias neste fim de semana.
A perspectiva para o fim do movimento paredista surge mais uma vez, agora com a decisão do presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT/10), Pedro Luís Foltran, de julgar o dissídio coletivo do Sindicato dos Metroviários (Sindmetrô) ainda em dezembro.
O desembargador André Damasceno foi o escolhido para relatar a matéria, e caberá a ele analisar o processo antes do julgamento da Primeira Seção Especializada do tribunal. A Primeira Seção é composta por sete desembargadores, além do presidente e do vice do TRT/10. O relator deve avaliar, em princípio, o caráter abusivo da greve.
Enquanto isso, o término da greve não tem qualquer previsão. Sem um acordo para o fim do impasse, até o Ministério Público do Trabalho (MPT) buscou uma conciliação entre o sindicato e a Companhia do Metrô-DF, sem sucesso.
Até aqui o único consenso obtido entre metroviários e a estatal surgiu após determinação do TRT/10, sob pena de pagamento de multa, que obrigou o funcionamento mínimo de 75% do efetivo nos horários de pico e 30% nas demais escalas. No início da greve os serviços do Metrô do DF chegaram a ficar cinco dias paralisados.
Apesar disso, a lentidão, aliada a problemas técnicos, tem elevado o grau de irritação dos usuários nas estações do DF. Uma pane interrompeu, momentaneamente, o fluxo dos trens na segunda-feira passada (4), ocasionando um quebra-quebra generalizado, que danificou as janelas de ao menos três vagões.
Pelo lado da estatal, o maior prejuízo tem sido a queda de receita. O Metrô/DF estima que deixou de arrecadar R$ 6 milhões com a greve.
Para mitificar os efeitos do movimento paredista, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/DF) liberou as faixas exclusivas para ônibus na EPTG e na EPNB até o fim da greve.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte
