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Neobus diz que cresceu 64% na produção de micros e quer reforçar posição em todos os segmentos

Micro-ônibus Neobus no padrão SPTrans, da capital paulista

Empresa quer mostrar independência comercial de sua proprietária Marcopolo, mas grupo reforça sinergia em estruturas e gestão

ADAMO BAZANI

A fabricante de carrocerias de ônibus Neobus informou nesta sexta-feira, 24 de novembro de 2017, que a produção de micro-ônibus da marca cresceu nos dez primeiros meses deste ano 64,4% em relação ao mesmo período de 2016.

Segundo a empresa, entre janeiro e outubro deste ano, foram produzidos 639 veículos ante 413 no mesmo intervalo de tempo do ano passado.

A marca foi, em 24 de maio de 2016, incorporada oficialmente pela Marcopolo, que já tinha participação de 33% na empresa. A data se refere à aprovação do negócio pelo CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Relembre matéria publicada em primeira mão por nossa reportagem:

https://diariodotransporte.com.br/2016/05/27/cade-da-aparecer-favoravel-a-incorporacao-total-da-neobus-pela-marcopolo/

Em nota desta sexta-feira, a Neobus confirma informação já divulgada pelo Diário do Transporte: pelo menos comercialmente, a marca quer se posicionar cada vez mais de forma independente de sua controladora.

Como parte de sua estratégia após a incorporação pela Marcopolo S.A., a NEOBUS reforça o posicionamento da marca no mercado. A fabricante foca seu direcionamento para os segmentos de urbanos (Mega), micro-ônibus (Thunder) e rodoviários (N10), visando o crescimento de produção e de market-share.

A empresa, diante da crise econômica, fez uma reestruturação. Houve demissões e enxugamento de algumas estruturas.

Se comercialmente, a empresa quer se posicionar de forma independente, na gestão e modelo de negócios, a sinergia com a Marcopolo é considerada pelo grupo, fundamental. Isso significa que estruturas e desenvolvimentos são compartilhados.

Atenta à retomada mais vigorosa do mercado, a NEOBUS continua implementando ações para tornar sua operação ainda mais eficiente. Desde o ano passado, vem adotando medidas para minimizar os efeitos dessa retração e para a redução de despesas e custos fixos, como o fortalecimento das sinergias com a Marcopolo.  

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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