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Prefeito de Goiânia teme que saída de ministro das Cidades adie retomada de obras do BRT Norte-Sul

Crédito: EPC Engª, uma empresas responsáveis pela obra do BRT

Obras estão paralisadas desde julho após suspeitas de irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU)

ALEXANDRE PELEGI

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, está preocupado com a saída de Bruno Araújo do Ministério de Cidades. Segundo ele, a mudança no comando da pasta pode atrasar ainda mais as obras do corredor BRT Norte-Sul de Goiânia.

De acordo com Iris Rezende, já havia uma audiência marcada com o ministro para debater as obras do BRT, paralisadas desde julho.

As obras do Bus Rapid Transit (BRT) em Goiânia foram interrompidas em julho, de acordo com a prefeitura à época “por causa de pedido de vistas da planilha de custos por suspeita de sobrepreço em alguns itens”.

Em nota onde justificava a suspensão das obras, a prefeitura informava que a paralisação se dava “em virtude de apontamentos de sobrepreço, realizados pelos órgãos de controle (TCU e CGU) em alguns itens da planilha contratual da obra”, referentes ao “orçamento da licitação, que ocorreu em 2014”.

Desde então, o prefeito Iris Rezende vem procurando uma solução para a retomada das obras do BRT, e tinha no ministro Bruno Araújo um forte aliado. Em visita a Goiânia, para inauguração de moradias do Residencial Nelson Mandela, Bruno Araújo se comprometeu em colaborar com o reinício das obras.

Com a paralisação das obras do BRT após suspeitas de irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o próprio TCU se manifestou posteriormente que poderia adotar o Regime de Preço Global, em que valores mais altos seriam compensados em itens com preços mais baixos.

A execução do corredor BRT Norte Sul é de responsabilidade das empresas EPC e WVG.

Na semana passada houve uma reunião entre representantes da Prefeitura de Goiânia e da Caixa Econômica Federal já buscando soluções para o reinício das obras do BRT Norte-Sul.

Para o secretário de Infraestrutura e Obras, Fernando Cozzetti, ajustes recomendados pela Controladoria-Geral da União (CGU) estão sendo feitos para que planilhas sejam apresentadas à Caixa Econômica Federal.

Quando estiver concluído, o BRT Norte-Sul terá 21 km de extensão em Goiânia e 7 km até Aparecida de Goiânia. Serão utilizados ônibus articulados, com paradas em 39 plataformas e seis terminais de integração, com estimativa de mais de 120 mil usuários/dia. O trecho Norte, entre os terminais Rodoviário e Recanto do Bosque, deve ser o primeiro a entrar em funcionamento.

Veja vídeo do projeto original do BRT Norte-Sul de Goiânia:

 

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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