Um terço da frota da SuperVia tem mais de 30 anos

Dados foram obtidos pelo jornal Extra, do Rio de Janeiro, por meio da Lei de Acesso à Informação

ALEXANDRE PELEGI

O jornal Extra, do Rio de Janeiro, conseguiu obter, por meio da Lei de Acesso à Informação, dados da composição da frota atual da SuperVia, empresa responsável pela operação comercial e manutenção da malha ferroviária urbana de passageiros da região metropolitana do Rio de Janeiro desde novembro de 1998, pelo regime de concessão. A matéria foi publicada neste sábado, dia 4.

Hoje circulam 201 composições pela cidade do Rio de Janeiro e pelos 11 municípios da Baixada Fluminense. Os dados obtidos pelo jornal carioca apontam que deste total, 61 trens, ou quase 1/3 da frota, têm mais de 30 anos de idade.

Desses trens mais velhos, 12 não têm sequer ar-condicionado. Mesmo dentre os trens mais novos, há aqueles que não possuem o sistema automático de proteção (ATP), responsável por aumentar o nível de segurança no tráfego ferroviário. O ATP aciona o freio automaticamente sempre que detecta um obstáculo à frente.

O sistema ATP começou a ser instalado em 2000, por exigência da Agetransp – Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro. Hoje 70 composições da SuperVia ainda circulam sem o ATP.

RESPOSTA DA SUPERVIA

Em resposta ao jornal, a SuperVia alegou que a idade média atual da frota é de 17 anos, e informou que vai tirar de circulação os 12 trens antigos até 2020. Nos finais de semana e feriados, a concessionária afirmou ainda que todas as viagens são feitas em trens com ar-condicionado, subindo essa média nos dias úteis para 99%.

Quanto ao sistema ATP, a empresa diz que os cinco principais ramais ( Japeri, Santa Cruz, Deodoro, Saracuruna/Gramacho e Belford Roxo) já contam com o sistema instalado na malha ferroviária, e que instalou o sistema de bordo em 131 composições. Outros 70 trens chineses, comprados pelo governo do estado do Rio de Janeiro para as Olimpíadas vieram sem o ATP de bordo, e rodam nesses ramais.

Neste caso específico, a instalação, segundo a concessionária, seria uma atribuição do Estado, por força de contrato. A SuperVia afirmou ainda ao jornal Extra que ausência da proteção oferecida pelo sistema ATP “não afeta a segurança do serviço ferroviário de transporte de passageiros”. O ATP significa um reforço na segurança e não sua única ferramenta, afirma a SuperVia.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

2 comentários em Um terço da frota da SuperVia tem mais de 30 anos

  1. SuperVia, alguém se lembra do edital da privatização? é claro o brasileiro é esquecido e o politico é corrupto. La estava escrito….FROTA MODERNA com investimentos na malha ferroviária…………….caiu no esquecimento………….

    • Wilson, bom dia.

      Fazer contrato é fácil.

      Agora, gerir contrato ninguém quer, fora Plano “B”.

      Só fazem é a Jestão…

      Trabalhar não é o ponto forte do puuuuuuuuuuuuuuder

      Abçs,

      Paulo Gil

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