Governo adia alterações em linhas metropolitanas de Salvador após confusões com sindicato

Foto: divulgação

Bruno Dauster, secretário da Casa Civil, informou que a decisão do adiamento decorre das dúvidas geradas após o anúncio da modificação, mas sindicato reagiu a eventuais demissões

ALEXANDRE PELEGI

O que era para ter sido ontem ficou mesmo para acontecer na segunda-feira. As alterações nas dez linhas de ônibus metropolitanos de Salvador, que serão feitas para ampliar a integração com o metrô, segundo o governo do Estado da Bahia, só passarão a valer no dia 30 de outubro. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/10/24/regiao-metropolitana-de-salvador-altera-dez-linhas-de-onibus-a-partir-desta-quarta-feira-25/

Na prática, os ônibus continuarão com rota na orla da capital, mas com horários e pontos finais alterados.

Bruno Dauster, secretário da Casa Civil, informou que a decisão do adiamento decorre das dúvidas geradas após o anúncio da modificação.

Em nota divulgada pela Assessoria de Comunicação do Governo do Estado, Dauster explicou o motivo do adiamento:

“Houve interpretações equivocadas que geraram dúvida, como a circulação de notícias de que algumas linhas seriam extintas e de que pessoas perderiam seus empregos. Isso não é verdade”.

A nota emitida pelo governo explica ainda que as modificações devem reduzir o tempo de espera nos pontos de ônibus na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e diminuir o tempo de viagem com a integração com o sistema metroviário. As duas mudanças implicarão na melhora da mobilidade na capital, com a redução do trajeto de algumas linhas de ônibus.

EQUÍVOCO SURGIU APÓS DECISÃO DA AGERBA:

Na terça-feira, dia 24, representantes do Governo do Estado se reuniram com os motoristas dos ônibus metropolitanos para discutir a integração com o metrô de Salvador. Isso porque na segunda-feira dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários da Região Metropolitana de Salvador (Sindimetro) haviam feito a ameaça de que os ônibus não entrariam nas estações de metrô, voltando a fazer os trajetos antigos.

A ameaça foi feita pelos dirigentes sindicais após a Agerba, agência do governo estadual que regula os transportes na Bahia, ter anunciado o corte de 50 veículos, o que resultaria na demissão de 200 funcionários. Com o adiamento da decisão por parte do governo, o sindicato recuou.

Na nota que soltou ontem, no entanto, o secretário Bruno Dauster voltou a afirmar que os rodoviários interpretaram a informação de forma errada. Na terça-feira Dauster já havia afirmado: “deve ter ocorrido algum mal entendido, porque isso nunca existiu. As informações foram sobre mudanças nos itinerários”, disse, negando as demissões.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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