Na sequência vem o mau comportamento dos motoristas, que não param no ponto e falam ao celular enquanto dirigem
ALEXANDRE PELEGI
Assim como o 156 em São Paulo, no Rio de Janeiro o fone 1746 recebe as reclamações do sistema de ônibus da cidade.
Num ranking feito pelo serviço, a má conservação dos ônibus desponta em primeiro lugar. São itens citados pelos usuários como pneus carecas, bancos soltos e sujos.
Em segundo lugar no ranking dos reclamantes estão os motoristas que não param no ponto. Na sequência, em terceiro, o mau comportamento, principalmente o do motorista que fala ao celular enquanto dirige.
A Secretaria Municipal de Transportes alega que mantém fiscalização permanente no sistema de transporte da cidade. Já o Rio Ônibus, Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro, alega que muitas situações decorrem de seguidos problemas que o setor enfrenta, como a redução de R$ 0,20 na tarifa este ano, e o congelamento tarifário desde janeiro de 2016. Mesmo fazendo essas ponderações o sindicato diz que as empresas serão notificadas para fazer os reparos.
Em entrevista ao site G1 Rio, o promotor Sidney Rosa, da Promotoria da Defesa do Consumidor, informa que tem atuado para cobrar a fiscalização tanto da prefeitura quanto das empresas. O promotor conta que já tem 114 ações em curso somente sobre problemas relacionados a manutenção e falta de cumprimento de horários.
O maior problema, no entanto, é a falta de punição, diz o promotor. Ele afirma ter uma dificuldade muito grande de conseguir que as empresas paguem pelos danos no judiciário, e cita também a falta de fiscalização da prefeitura.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
