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Às vésperas de votação sobre denúncia, Temer libera R$ 9,8 bilhões para Ministérios

Temer libera quase R$ 10 bilhões para ministérios

R$ 925 milhões irão para Ministério das Cidades, responsável pelos recursos de Mobilidade Urbana

ADAMO BAZANI

A Câmara dos Deputados deve votar se o Supremo Tribunal Federal poderá receber nova denúncia de corrupção passiva, formulada pelo ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, enquanto ainda estava no cargo, envolvendo o presidente Michel Temer.

O momento é de negociações. Caso 342, dos 513 deputados, votem favoravelmente, a denúncia prossegue

Além de articulações políticas com reuniões com os parlamentares, mais uma vez o Governo Federal coloca a mão no bolso.

Portaria 314, publicada hoje no Diário Oficial da União, formaliza o acréscimo de recursos na ordem de R$ 9,8 bilhões (R$ 9.802.096.953) para diversos ministérios. A medida tinha sido anunciada na semana passada pelo ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Henrique de Oliveira, que assina a portaria.

Os maiores recursos irão para o Ministério da Defesa, R$ 2,11 bilhões (R$ 2.11 7.0 5 0. 0 0 0).

Em seguida, com em torno de R$ 1,2 bilhão (R$ 1.198.536.743) aparece o Ministério de Integração Nacional.

O Ministério das Cidades, que libera os recursos para obras de mobilidade urbana, como linhas de metrô e corredores de ônibus, passou a contar nesta terça-feira, com quase R$ 926 milhões a mais (R$ 925.900.000).

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil vai receber R$ 892 milhões a mais. Uma das incumbências deste ministério é intermediar recursos para rodovias e ferrovias.

O Governo Federal tenta desvincular as liberações com a votação e diz que os recursos foram liberados por causa dos sinais de melhoria da economia.

A segunda denúncia de  Janot sustenta que Temer era o principal destinatário da mala contendo propina de R$ 500 mil, transportada pelo ex-parlamentar e ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures,  e se beneficiaria da promessa de outros R$ 38 milhões em vantagem indevida, ambas da empresa JBS.

Semanas antes da votação que rejeitou o prosseguimento da primeira denúncia, Temer liberou R$ 4,17 bilhões para emendas individuais de deputados e senadores.

Já as liberações de verbas para estados e municípios duas semanas antes da primeira denúncia ser votada somaram R$ 15,3 bilhões.

Tudo isso ocorre no ano em que o governo anunciou uma dura meta fiscal.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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