Cúpula da segurança pública do Paraná anuncia medidas para barrar violência nos ônibus da capital

Plano de ação para combater criminalidade no transporte público de Curitiba e Região Metropolitana foi apresentado nesta terça-feira

ALEXANDRE PELEGI

A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Paraná (Sesp) convocou nesta terça-feira uma reunião com os órgãos de segurança do estado e do município.  Após dois meses de violência no sistema de transporte coletivo de Curitiba e Região Metropolitana, a reunião visa definir ações coordenadas para o setor.

O comitê criado em julho para cuidar do problema que afetava o transporte coletivo avançou pouco nesse período.

Nesses dois meses quatro pessoas morreram, além de ao menos sete arrastões, e inúmeros assaltos e agressões na rede de transportes.

Na reunião desta terça-feira (26) a Sesp anunciou medidas imediatas para combater a violência: reforço no policiamento em linhas, estações e terminais com maior ocorrência de crimes; trabalho conjunto entre os setores de inteligência da PM e da Polícia Civil, o que inclui ainda a Guarda Municipal; e a integração dos botões de pânico dos ônibus com o centro de comando das guardas municipais. Caberá às guardas das cidades atender de imediato as ocorrências.

O secretário de segurança pública do Paraná, Wagner Mesquita, justificou a demora em tomar as ações anunciadas ontem. Segundo ele elas foram definidas em função do aumento de ocorrências e do grau de violência dos casos.

Um dos destaques das medidas anunciadas, a integração das ações da Guarda Municipal com as outras forças de segurança que atuam na capital, foi defendida pelo secretário de Defesa Social de Curitiba, Guilherme Rangel. Segundo ele, a medida dará maior agilidade ao atendimento de ocorrências nos ônibus ca capital.

As câmeras de monitoramento, uma das reivindicações dos motoristas e cobradores, ainda estão em período de avaliação, por mais ainda de 30 dias, de acordo com informações da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec). Cerca de 10 empresas apresentaram tecnologias para o monitoramento dos veículos. Para a implantação, segundo o Comec, é preciso definir o modelo que será adotado pelo sistema de transporte coletivo.

Após a reunião com a cúpula da segurança pública do estado o presidente do Sindimoc declarou-se “satisfeito e esperançoso”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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