Paralisação terá início às 4h; previsão é de que 2.863 ônibus fiquem sem circular em todo o Distrito Federal, prejudicando 850 mil passageiros
ALEXANDRE PELEGI
Acabou sem acordo a última tentativa de negociação entre rodoviários e empresas de ônibus do Distrito Federal. A reunião realizada nesta segunda (18) entre as partes, a quinta tentativa para resolver o impasse entre o sindicato e a Associação das Empresas de Transporte Público e Coletivo do DF (Transit), debateu a última proposta apresentada pela desembargadora Maria Regina Machado Guimarães.
Após o fim da reunião a direção do Sindicato dos Rodoviários anunciou que vai parar por 24 horas nesta quinta-feira (21/9).
No próximo domingo (24) uma assembleia da categoria pode votar greve por tempo indeterminado a partir de segunda (25).
São 850 mil passageiros que dependem do transporte público no DF.
Proposta apresentada em audiência na sexta-feira (15) prevê 4,75% de reajuste salarial, 5% de aumento no tíquete-alimentação, 5,5% na cesta básica, 13,55% no plano de saúde e 13,55% no plano odontológico.
Os trabalhadores reivindicam reajuste com ganho real sobre a inflação, além de aumento no valor de tíquete-alimentação, cesta básica, plano de saúde e plano odontológico. A Associação que representa as empresas diz que não têm condições de arcar com aumento além da inflação. Há mais de um mês os rodoviários lutam por aumento salarial de 10%. Os patrões chegaram a conceder reposição de 4% (referente à inflação), no salário e benefícios, que está sendo paga desde julho.
Uma greve já havia sido deflagrada no dia 28 de agosto, suspensa pela categoria no dia seguinte, após a Justiça estipular frota de 100% nos horários de pico e 50% nos demais horários.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
