Procissão dos transportes é um dos eventos mais tradicionais das celebrações que unem devotos de Padre Cícero e Nossa Senhora das Dores
ADAMO BAZANI
O Brasil é rico em cultura. Com um a extensão territorial de 8.515.759,090 km2, o país tem entre suas características culturais, a diversidade.
Entretanto, todas as diferentes músicas, expressões de fé e tradições, ao longo do tempo foram se integrando.
E, no decorrer da história, as pessoas com formas diferentes de entenderem e viverem os seus mundos foram entrando em contato umas com as outras e tornando as culturas cada vez mais ricas e mescladas.
Neste processo de enriquecimento cultural, os transportes são fundamentais.
Ao levarem pessoas de uma região para as outras, os ônibus transportam cultura. Mas muito mais que isso: são instrumentos de acesso para as manifestações artísticas, regionais e religiosas.
Neste universo estão as romarias e, na última quinta-feira, 14 de setembro, ocorreu em Juazeiro do Norte um tradicional evento que une fé e transportes.
É a Procissão dos Transportes dos Romeiros, um dos principais eventos da Romaria de Nossa Senhora das Dores.
Uma das características desta procissão é a integração entre os devotos da “Mãe das Dores” e de Padre Cícero.
Na romaria, os destaques são os ônibus, que para o evento, são decorados e iluminados de maneira especial.
Ônibus de empresas tradicionais e de transportadores pequenos desfilam por Juazeiro do Norte. Também integram a festa religiosa, carros, picapes, caminhões e até tratores.
Os romeiros que vêm de longe nos ônibus têm o hábito de distribuir doces e santinhos de papel pelas janelas.
A Polícia Militar estima que em torno de mil veículos participaram do evento neste ano.
Ônibus-jardineira em antes mesmo da construção da basílica de Aparecida, no interior de São Paulo, outro destino de fé que atrai culturas do País inteiro.
Além de ser uma atração de fé, o evento ajuda a movimentar a economia de Juazeiro e poder ser uma oportunidade de contemplar um pouco da história dos transportes. Isso porque, no desfile, aparecem ônibus antigos cada vez mais raros de serem encontrados nas ruas e avenidas pelo País
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
