Para embasar novo pedido foi apresentado parecer mostrando que valor arrecadado pelas empresas teria sido suficiente para trocar toda a frota em operação na cidade
ALEXANDRE PELEGI
Data do dia 30 de março deste ano o primeiro pedido do Ministério Público do Estado do Rio para que a Prefeitura da cidade fosse obrigada a nomear um interventor administrativo no contrato de concessão do serviço público de transporte de passageiros visando a climatização da frota de ônibus. O objetivo do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema) era que, com o interventor nomeado, a Prefeitura garantisse a renovação de toda a frota de ônibus em operação na cidade.
Quase um mês depois, em nova audiência do processo de climatização da frota, no dia 26 de abril, o Rio Ônibus, o sindicato das empresas, assumiu o compromisso de colocar em circulação 196 ônibus com ar-condicionado num prazo de 90 dias. O compromisso teve origem numa nota técnica elaborada pelo GATE, que identificou a existência de R$ 71,7 milhões de saldo remanescente no caixa das empresas referente a um aumento tarifário para antecipação da climatização da frota.
O inverno está acabando, o calor já atormenta o usuário de ônibus, a Operação Ponto Final colocou boa parte dos empresários na cadeia e a tarifa teve de ser reduzida em vinte centavos. E a prometida climatização dos ônibus do Rio continua a cada dia mais e mais distante por conta de tudo isso.
Com o processo parado na Justiça, e após duas representações do Ministério Público pedindo a nomeação do interventor no contrato, agora o MP vem novamente solicitar pressa na nomeação do interventor. Para embasar esse novo pedido, o GATE apresentou um parecer mostrando que, entre 2010 e 2016, o valor arrecadado pelas empresas teria sido suficiente para trocar toda a frota em operação na cidade.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte
