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Prefeitura de São Paulo lança chamamento público para estudos da concessão do Bilhete Único

Doria diz que sigilo de passageiros será mantido

Licitação deve ocorrer entre o final deste ano e o início de 2018

ADAMO BAZANI

O prefeito de São Paulo, João Doria, lançou nesta segunda-feira, 28 de agosto de 2017, o PMI – Procedimento de Manifestação de Interesse, por meio de chamamento público, para os interessados em realizar estudos de viabilidade para concessão à iniciativa privada do Bilhete Único do sistema de transportes.

Segundo o prefeito, a concessão deve ser concretizada por meio de licitação entre o final deste ano e início de 2018.

No prazo de aproximadamente 40 dias, as empresas interessadas poderão apresentar propostas que deverão ser aproveitadas para o edital de licitação.

Doria, ainda entusiasmado com sua recente viagem à Coreia do Sul, disse em entrevista coletiva que uma das opções é implantar um aplicativo de celular para substituir o Bilhete Único no atual formato de cartão de plástico.

“Não há mais dinheiro, cartão de plástico. É só celular. A ideia é essa, sair do cartão para a moderna tecnologia do celular”

O lançamento foi feito ao lado do governador Geraldo Alckmin, já que o governo do Estado também participa do Bilhete Único, com o Metrô e a CPTM.

De acordo com as secretarias de Transportes Metropolitanos e Municipal de Mobilidade e Transportes, o custo mínimo anual do Bilhete Único hoje é de quase R$ 160 milhões.

Desse total, R$ 53,1 milhões são de responsabilidade do Governo do Estado.

O principal argumento é que a concessão economizaria esses recursos, que poderiam ser direcionados para outras áreas, e tornaria a bilhetagem eletrônica mais moderna.

Atualmente, de acordo com SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema de mobilidade da capital paulista, existem ativos 14,5 milhões de cartões do Bilhete Único que movimentam R$ 7,3 bilhões por ano, contando os repasses para o Metrô, para CPTM e para as empresas de ônibus.

As empresas que assumirem a operação do Bilhete Único terão uma base de dados que reúne 9 milhões de passageiros por dia, que podem ser estratégicas em ações de mercado, entretanto, o prefeito garantiu que e que as informações sigilosas dos passageiros continuarão sendo preservadas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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