Secretaria dos Transportes do estado do Rio vai avaliar a demanda do transporte, realizando testes aos domingos
ALEXANDRE PELEGI
Enquanto os mais novos se encantaram com a novidade modernosa do VLT carioca, os mais antigos e tradicionais estavam saudosos do tradicional bondinho de Santa Teresa.
O bonde, que encantou gerações e foi cenário para inúmeros filmes e novelas, ficou fora da paisagem carioca após um grave acidente em 2011, que o tirou de circulação. Durante quatro anos o serviço ficou paralisado, voltando a funcionar somente em 2015.
Agora a Secretaria de Transportes do Rio estuda a possibilidade de o bondinho operar também aos domingos. Vai realizar um teste no próximo domingo, dia 6, quando os bondes vão circular excepcionalmente das 11h às 17h, com saídas a cada 30 minutos. O teste servirá para avaliar a demanda do serviço.
BONDE DE SANTA TERESA, PRESENTE NA PAISAGEM CARIOCA DESDE 1896:
Nos trilhos desde 1896, o bonde teve que se retirar de um cenário que sempre fez parte – as belezas naturais do Rio de Janeiro, que lhe conferiram o título de “a cidade maravilhosa”.
Há quase seis anos, num dia 27 de agosto de 2011, o bondinho de Santa Teresa envolveu-se num grave acidente: uma falha no sistema de freios o fez chocar-se contra um poste e tombar. Como consequência seis pessoas morreram e 56 ficaram feridas, incluindo turistas franceses, americanos e portugueses.
A partir daí o principal sistema de transporte público do bairro de Santa Teresa, não à toa uma das atrações turísticas mais charmosas do Rio, ficou sem funcionar. Somente em fins de julho de 2015 o serviço voltou à ativa circulando com passageiros, mas apenas num pequeno trecho de 1,7 quilômetros, entre os largos da Carioca e do Curvelo.
Em dezembro de 2016 o sistema de bondes voltou a operar de forma precária, com apenas dois veículos circulando. Passou a cobrar uma tarifa turística, no valor de R$ 20, da qual ficaram livres apenas idosos com mais de 65 anos, estudantes da rede pública de ensino e moradores do bairro, que tiveram de se cadastrar. A tarifa turística, que inclui o preço de ida e volta, é a única receita para manter o sistema em funcionamento. A arrecadação mensal, que alcança em média R$ 130 mil, cobre as despesas de luz, troca de peças e manutenção.
O funcionamento dos bondes, das 6h30m às 16h15m, de segunda a sexta-feira, e das 10h às 18h, aos sábados, sem operação aos domingos e feriados, se dá em intervalos que podem chegar até uma hora, o que causou revolta dos moradores.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte
