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Na China, Doria admite que alta do diesel vai pressionar conta do transporte coletivo em São Paulo

Prefeito criticou atitude do governo Temer e prometeu que não haverá aumento de tarifa de ônibus  neste ano

ADAMO BAZANI

Em visita que realiza na China, o prefeito de São Paulo, João Doria, comentou o aumento de imposto sobre combustíveis, decisão do governo Michel Temer para reforçar os caixas da União.

Segundo Doria, a medida não será boa para os municípios justamente pelos impactos no transporte público, refletindo diretamente na tarifa de ônibus e nos custos de operação.

O prefeito de São Paulo descartou aumento de tarifa neste ano, mas afirmou que este reajuste terá impacto nos custos dos transportes.

“Nos comprometemos em janeiro a manter a tarifa a R$ 3,80, mas há de se ter em conta que o impacto do diesel vai pressionar.”

Doria é vice-presidente da FNP – Frente Nacional dos Prefeitos, entidade que já pediu ao governo de Michel Temer que volte atrás na tributação maior do diesel.

Segundo Doria, manter a tarifa em R$ 3,80 será um sacrifício ainda maior e o governo municipal terá de cortar na carne para subsidiar esse custo extra das empresas de ônibus.

Ainda de acordo com o prefeito, o contrato com as viações, tanto do sistema estrutural e do local, prevê reembolso em caso de aumento substancial dos custos.

Sem o reajuste do diesel, a previsão era de que a cidade necessitaria de subsídios de R$ 3,2 bilhões para pagar os custos dos transportes neste ano. Esse valor deve aumentar agora com a maior tributação dos combustíveis.  Quase 96% dos subsídios de R$ 1,75 bilhão previstos no Orçamento Geral do Município no ano passado para 2017 já foram gastos em complementações de custos das empresas

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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