Em entrevista à imprensa local, diretor de empresa diz ver seriedade do governo no cumprimento de contratos de serviços públicos
ADAMO BAZANI
Parte das operações do Transantiago, um sistema de BRTs e linhas alimentadoras em Santiago, no Chile, poderá ser de responsabilidade de um grupo brasileiro de transportes.
O Grupo Duarte, que possui mais de 1.500 ônibus e cerca de 5000 funcionários nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Bahia, deve participar da licitação dos transportes na capital chilena.
A confirmação foi do próprio diretor do grupo, João Duarte, à imprensa local, nesta quinta-feira, 13 de julho de 2017.
Ao jornal “Diário Financeiro”, João Duarte, disse que a seriedade com que o governo local trata os contratos de prestação de serviços chamou a atenção.
“O Chile é um país muito sério em termos de contrato. As propostas são respeitadas, o que é muito importante. Participamos porque o Chile é um país sério” – disse.
Ao jornal, o empresário também diz que vê como ponto positivo no sistema o controle de evasão de receitas tarifárias no Transantiago, cujos primeiros contratos estão terminando.
João Duarte lembrou que o Grupo Duarte foi um dos primeiros a utilizar o sistema de biometria facial nos ônibus.
Já o jornal “Pulso” destaca que o Grupo Duarte participou nesta quarta, 12 de julho de 2017, de um roadshow no qual autoridades chilenas apresentaram detalhes da concorrência.
Segundo levantou o Diário do Transporte em agências internacionais, o Grupo ADO, do México, e empresas da Inglaterra, França e EUA também procuraram saber de detalhes da licitação dos serviços de ônibus em Santiago.
Tur Bus e Pullman Bus, transportadoras intermunicipais chilenas, também querem operar os serviços urbanos.
Em dezembro de 2016, vídeo institucional do Grupo Duarte já falava em internacionalização e um dos trechos:
O edital em Santiago deve ser lançado ainda neste ano.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
