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Brasil perde um dos maiores entusiastas de transportes

Carrocerias Eliziário era uma das preferidas do historiador

Salomão Jacob Golandski era uma verdadeira enciclopédia de ônibus e reunia nomes e fatos que construíram a história do ir e vir dos brasileiros

ADAMO BAZANI

 “O ônibus é o meio de transporte que jamais será trocado, ninguém substitui o ônibus”

A frase recheada de paixão, mas também de razão é de Salomão Jacob Golandski, um verdadeiro entusiasta e estudioso de transportes coletivos.

Salomão morreu no último dia 15 de junho, de acordo com o amigo Francisco José Becker.

Sua paixão em relação aos transportes começou muito cedo. Ele lembrava que com oito anos de idade, em 1956, já andava em Porto Alegre de ônibus importados, muito comuns na época, e de Papa-Filas (um caminhão que tracionava uma carroceria de passageiros, sendo precursor dos ônibus articulados que surgiriam a partir de 1978).

Muito mais que tirar fotos e colecionar miniaturas, Salomão procurou entender as empresas de ônibus, modelos e a dinâmica de transportes.

Tanto é que quando ele disse que o ônibus nunca seria substituído, não negou o fato de haver a necessidade de mais redes de trilhos como metrô e trens de alta capacidade, mas destacou que o ônibus sempre será importante em qualquer rede que ofereça deslocamentos dignos, com qualidade, agilidade e confiabilidade para os cidadãos.

Salomão reunia muito conhecimento e era referência para estudos de fatos passados dos transportes, que poderiam auxiliar na busca de muitas respostas para problemas atuais e soluções para o futuro.

Nomes como Eliziário, Otto, Piasson, Asirma e Caio Norte,  encarroçadoras de ônibus, eram comuns para Salomão.

Em 2013, fizemos uma entrevista com Salomão e, como homenagem, reproduzimos neste espaço.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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