Excesso de velocidade faz cariocas baterem recorde em multas

Assunto:Radares da Cidade de GuarulhosLocal:Av Pedro de Sousa LopesData:10/02/2009/Fotos:José Luiz/PMG

Com 3 milhões de infrações em 2016, essa infração representa 44% do total das multas na cidade. Em 2016, Prefeitura do Rio recebeu R$ 242 milhões com multas de trânsito

ALEXANDRE PELEGI

Pisar fundo no acelerador e desrespeitar a sinalização têm feito os cariocas erguerem uma lucrativa indústria das infrações. Sofrendo uma multa a cada 10 segundos, os motoristas que abusam da imprudência no trânsito do Rio têm recheado os cofres municipais. Em 2016, conforme dados do portal Rio Transparente, que divulga informações oficiais sobre o município, a arrecadação com multas de trânsito bateu recorde. As multas referem-se tanto às aplicadas por radares, como por guardas de trânsito.

O valor arrecadado ultrapassou a cifra de R$ 242 milhões, maior valor arrecadado desde 1988, ano em que o Código de Trânsito Brasileiro entrou em vigor. Quando comparado a 2015, o valor supera em 32,7% o arrecadado no ano anterior, R$ 182 milhões.

Para quem atribui o valor nominal arrecadado ao fato dos valores das multas terem sofrido majoração em novembro passado, é bom saber que as infrações continuam crescendo também em quantidade. De 2015 a 2016 elas aumentaram 5,7%, saltando de 3.096.368 para 3.273.063 multas.

O curioso é que em outubro do ano passado a prefeitura desligou 365 equipamentos de fiscalização eletrônica. Logo, o número de infrações em 2016 pode ter sido maior do que o efetivamente registrado por meios eletrônicos.

O excesso de velocidade é a infração mais penalizada no trânsito carioca, e chega a representar quase a metade das multas registradas, 44% do total. Na sequência do ranking vem as multas por estacionamento irregular (17% das transgressões) e avanço de sinal (9,5%).

NOVOS VALORES AJUDARAM NO AUMENTO DO ARRECADADO, AFIRMA CET-RIO:

A CET-Rio informa que o aumento na arrecadação pode ser explicado pelos reajustes nos valores das multas, que subiram até 66% em novembro do ano passado.

O uso do celular ao volante, por exemplo, um vício que tem se alastrado entre os motoristas, passou a pesar mais no bolso. A multa, que era de grau médio, passou a gravíssimo, e saltou de R$ 85,13 para R$ 293,40.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes