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Nova greve do Metrô em São Paulo descartada nesta sexta-feira, diz Sindicato

Foto meramente ilustrativa

ATUALIZAÇÃO:

NÃO HAVERÁ GREVE DE METRÔ NESTA SEXTA EM SÃO PAULO – Clique neste link:

https://diariodotransporte.com.br/2017/05/04/nao-havera-greve-do-metro-em-sao-paulo-nesta-sexta-feira/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assembleia na quinta vai decidir sobre eventual paralisação. Desta vez sindicato, reclama de jornada de trabalho

ADAMO BAZANI

Uma semana após as greves que ocorreram na última sexta-feira, 28 de abril de 2017, o paulistano pode enfrentar mais uma vez problemas nos transportes.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo promete uma nova greve para esta sexta-feira, 5 de maio de 2017.

Uma assembleia da categoria vai ser realizada na noite desta quinta-feira, 4 de maio, para decidir se os trabalhadores param ou não.

O motivo desta vez, de acordo com a entidade sindical, é uma divergência em relação à jornada de trabalho.

Segundo o sindicato da categoria, o Metrô tem implantado intervalo de uma hora aumentando, a jornada dos trabalhadores.

O problema que o sindicato alega é bem pontual, no entanto, se for concretizada a greve, pode interferir mais uma vez na rotina de ao menos 3,2 milhões de passageiros que dependem por dia das linhas públicas do metrô (1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás, monotrilho 15-Prata). A linha 4-Amarela, que é privada, não deve parar caso a categoria deicida na Assembleia a ser realizada na quinta-feira, cruzar os braços novamente.

Em nota, a Companhia do Metrô diz que alterou a jornada dos funcionários para cumprir determinação sobre os intervalos intrajornada. O Metrô entrou na Justiça para garantir quadro de funcionários e frota mínima em caso de greve. Confira na íntegra

O Metrô conta com a sensibilidade e o bom-senso do Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo no sentido de evitar mais transtornos à população. Para isso, já entrou com Ação Cautelar com pedido de liminar no Tribunal Regional do Trabalho para assegurar o plano de contingência.  Mesmo após acordo com a entidade representante dos trabalhadores, a companhia precisou fazer uma alteração na jornada de mais de 5 mil empregados operacionais na última segunda-feira, 1º de maio, fim do prazo concedido pela Justiça do Trabalho ao Metrô para aplicar a medida.

 Em entendimento para manter o intervalo remunerado intrajornada de meia hora, empresa e sindicato celebraram um acordo coletivo de jornada de trabalho, no início deste ano,  e aguardam apreciação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) para obtenção de Portaria específica do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.

 A Portaria é o instrumento necessário para dar efeito ao acordo coletivo e permitir que o Metrô mantenha a política atual de escalas de trabalho e de redução do intervalo de alimentação, considerada mais benéfica, tanto pela empresa quanto pela entidade sindical que representa a categoria.

 Contudo, devido ao fato de a SRTE/MTE não ter se pronunciado até esta data sobre a expedição da Portaria, o Metrô seguiu a determinação da Justiça do Trabalho e implantou o intervalo intrajornada conforme disposição legal em 1º de maio.       

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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