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Fetranspor diz que não vai repor ônibus destruídos e vai paralisar circulação de linhas ameaçadas

Entidade também vai entrar na justiça contra prejuízos do setor

ADAMO BAZANI

As empresas de ônibus do Rio de Janeiro decidiram reagir contra a onda de violência, que foi responsável pela destruição somente neste ano de 51 ônibus, causando prejuízos de R$ 22,9 milhões, e contra a manutenção da tarifa em R$ 3,80, uma queda de braços e entre os operadores e administração Marcelo Crivella.

Em nota divulgada na manhã desta quarta-feira, 3 de maio de 2017,  a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado (Fetranspor) diz que não vai repor os ônibus destruídos nos incêndios e vai tomar outras medidas como prestar queixa-crime contra quem participou ou estimula dos atos de vandalismo e parar a circulação das linhas onde houver riscos aos passageiros e motoristas.

Quanto ao congelamento da tarifa neste ano, a Fetranspor alega que a decisão da prefeitura é a principal causa dos prejuízos do setor e que o contrato de concessão de 2010 prevê o reajuste.

O prefeito Marcelo Crivella e o vice e atual secretário de transportes Fernando Mac Dowell, já declararam que só vão reajustar a tarifa após o cumprimento da meta de ar-condicionado em toda a frota. Entretanto, o caso foi parar na justiça que mandou a prefeitura realizar estudos considerando uma revisão tarifária.

Em acordo com o ministério Público do Estado firmado em 2013, até o final de 2016 todos os ônibus deveriam ter ar-condicionado.

O acordo não foi cumprido, mas empresas dizem que o custo da medida não é repassado as tarifas.

Leia a nota na íntegra:

BASTA! SOMENTE ESTE ANO, 51 ÔNIBUS FORAM DESTRUÍDOS POR INCÊNDIOS CRIMINOSOS As empresas de transporte de passageiros por ônibus do Estado do Rio de Janeiro vêm a público repudiar e manifestar indignação em relação aos atos criminosos que têm destruído, por meio de incêndios, os veículos que servem a um sistema que transporta diariamente mais de 8 milhões de passageiros no Estado.

Diante da incapacidade de o poder púbico garantir segurança à operação, as empresas decidiram:

  1. Recorrer à Justiça em busca de reparação aos graves prejuízos causados ao setor.
  2. Prestar queixa-crime contra todos aqueles que participarem ou estimularem atos de vandalismo.
  3. Paralisar a circulação dos ônibus sempre que a segurança de passageiros e rodoviários estiver em risco, e comunicar a decisão ao Ministério Público Estadual.

Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado

Veja o comunicado

Publieditorial Onibus incendiados

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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