Licitação dos transportes de Campinas continua sem previsão e prefeitura reduz os subsídios para o segundo trimestre

Certame deveria ter sido realizado em 2016. Tribunal de Contas do Estado de São Paulo contesta contratos realizados em 2005

ADAMO BAZANI

Os transportes coletivos em Campinas, no interior de São Paulo, não são bem avaliados pela população.

As reclamações são constantes, como por problemas de ônibus que quebram, alguns, inclusive, tiveram pane seca por falta de combustível no meio do caminho, lotação, atrasos e veículos mais antigos em circulação.

A licitação dos transportes da cidade poderia ser uma das alternativas para melhorar a vida de quem paga R$ 4,50 (ou R$ 4,20 como o bilhete único) em cada sentido de viagem, ou R$ 9,00 / R$ 8,40 para ir e voltar.

No entanto, o certame que deveria ter sido realizado em março de 2016, não tem previsão para sair do papel.

À EPTV, o secretário dos transportes presidente da Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas, Carlos José Barreiro, disse que a situação econômica do país impede neste momento que a concorrência seja lançada

“Ainda não temos previsão de quando vamos fazer, estamos preocupados com questões da economia. Acompanho a situação do país como um todo e as grandes cidades que tentaram não conseguiram porque ninguém está querendo assumir grandes riscos. Estamos avaliando um cenário para lançar, a parte técnica está praticamente pronta”

Assim, para contar com melhorias como 100% da frota acessível para pessoas com mobilidade reduzida, ônibus com wi-fi e metade da frota com ar-condicionado, o passageiro ainda terá de aguardar mais.

O TCE- Tribunal de Contas do Estado de São Paulo considerou a licitação realizada em 2005 irregular. Segundo o órgão, a capacidade técnica como critério de desempate da disputa possibilitou que na prática a concorrência fosse prejudicada.

Prestam serviços em Campinas a VB Transportes e Turismo Ltda – área 1; Consórcio Cidade de Campinas – Concicamp, formado pelas empresas Itajaí Transportes Coletivos Ltda e Expresso Campibus Ltda – área 2; Consórcio Urbcamp, formado pela Coletivos Pádova Ltda e VB Transportes e Turismo Ltda – área 3; e Onicamp Transporte coletivo Ltda – área 4.

SUBSÍDIOS MENORES, MAS COBRANÇA EM INTEGRAÇÃO:

A prefeitura publicou no Diário Oficial do Município que entre abril e junho, os subsídios ao sistema serão de R$ 12 milhões, ou R$ 3 milhões a menos do que foi gasto entre janeiro e março.

No entanto, desde o aumento tarifário, em janeiro deste ano, empresas de ônibus têm cobrado R$ 0,30 na segunda integração que ocorre no período de até duas horas.

Anteriormente, pelo valor de uma passagem, neste prazo, os usuários poderiam pegar gratuitamente, no mesmo sentido, três ônibus.

Agora gratuitos são dois ônibus e a última a integração custa R$ 0,30.

Somente estão livres de pagar esta taxa de R$ 0,30 quem possui bilhete único escolar ou universitário e moradores da linha 502 Circular Centro/Linhão da Saúde.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes