Doria diz que fará cobrança imediata de multas a sindicatos dos motoristas e cobradores

Duas decisões judiciais determinam cobrança em caso de desobediência, como ocorreu

ADAMO BAZANI

O prefeito de São Paulo, João Doria, afirmou na tarde desta quarta-feira, 15 de março de 2017, que o departamento jurídico da prefeitura vai pedir cobrança imediata das multas estipuladas pela Justiça ao Sindmotoristas, sindicato dos motoristas e cobradores de ônibus, caso a categoria aderisse à paralisação de hoje, como ocorreu.

Uma decisão da 13ª Vara da Fazenda Pública determinou multa de R$ 5 milhões por hora ao Sindmotoristas, caso 70% da frota de ônibus não circulassem pela cidade, sendo que 85% em linhas que atendem a hospitais e escolas.

Já outra decisão do Tribunal Regional do Trabalho, favorável à SPTrans, determinou multa de R$ 300 mil caso 100% da frota não estivessem em operação.

Ocorre que os motoristas e cobradores do subsistema estrutural, de linhas maiores, aderiram à paralisação e os serviços só começaram a ser retomados a partir das 8h da manhã e normalizados no início da tarde.

“A Prefeitura vai pedir a cobrança da multa do sindicato que fez o que não deveria fazer. O sindicato não pode estimular uma greve, sobretudo quando há uma decisão judicial. Decisão judicial é feita para ser respeitada … Já orientei o secretário para que faça. Já foi feito inclusive, é R$ 5 milhões. Isso foi estabelecido pela Justiça. E a Justiça, repito, sentença é para ser cumprida” – disse Doria.

A assessoria da presidência do Sindmotoristas informou por telefone ao Diário do Transporte que o departamento jurídico da entidade está ciente das declarações do prefeito e que sobre as multas, toma as medidas cabíveis.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes