Cortando poucos gastos, gestão Doria se esforça para bancar congelamento de tarifa de ônibus

Até agora, despesas da Secretaria de Transportes são de R$ 520 milhões para sistema

ADAMO BAZANI

A gestão Doria ainda se aperta para continuar a promessa de campanha do prefeito de manter a tarifa de ônibus municipais R$ 3,80 neste ano.

A estimativa da prefeitura é que em 2017, os impactos do congelamento cheguem a R$ 400 milhões, em média.

O orçamento aprovado no ano passado para este exercício, de R$ 1,7 bilhão de subsídios para o setor de transportes, levava em conta o reajuste ao menos pela inflação acumulada.

Entre o que já foi pago e o que ainda precisa ser repassado, os subsídios até esta semana giram em torno de R$ 520 milhões. A estimativa é que nesse ano ultrapasse R$ 3,2 bilhões.

Somente até quarta-feira, 08 de março de 2017, a prefeitura devia em repasses ao sistema de transportes, R$ 163,19 milhões, segundo balanço da SPTrans.

debitosptrans

Há débitos ainda da época da gestão Haddad para com as empresas de ônibus que não foram pagos.

A gestão ainda precisa se esforçar para cortar gastos. A promessa de Doria foi reduzir em 15% os custos d os contratos da Prefeitura e de 30% nos cargos comissionados.

No entanto, até agora, houve uma redução de apenas 3% dos gastos gerais.

No primeiro bimestre de 2016, a gestão Haddad gastou R$ 4,40 bilhões. Já Doria no primeiro bimestre de 2016, conseguiu poupar apenas R$ 128, 3 milhões, gastando no mesmo período R$ 4,27 bilhões.

Doria só reduzir significativamente o dinheiro usado em investimentos, como para obras.

No primeiro bimestre de 2016, a gestão Haddad usou cerca de R$ 480 milhões em obras e Doria aplicou R$ 279 milhões entre janeiro e fevereiro, redução de 42%.

Para a prefeitura, num contexto de inflação em torno de 5%, uma pequena redução de gastos, mesmo perto de zero, já é um sinal positivo.

O corte de comissionados, ainda segundo a prefeitura, deve ocorrer até 31 de março e as comparações de percentuais e valores devem ser feitas com o Orçamento e não com a gestão passada. O poder público argumenta ainda que a decisão de congelar a tarifa de ônibus foi tomada após estudos de impacto e que a medida não vai afetar outras áreas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

4 comentários em Cortando poucos gastos, gestão Doria se esforça para bancar congelamento de tarifa de ônibus

  1. Luis Carlos da Silva // 10 de março de 2017 às 10:08 // Responder

    O sucateamento do sistema deve ser fiscalizado pela população com esse congelamento de tarifa, nada é feito sem troca.

  2. Amigos, boa noite.

    Peneira não tampa sol, afinal o país é inflacionário e isto não tem como “congelar”.

    Não adianta cortar comissionados, afinal o artigo 37 da CF/88 permite e a qualquer momento todo os comissionados voltam.

    Não adianta fazer economia de palito de fósforos; afinal este tipo de economia é a base da porcaria.

    O que precisa ser feito é erradicar o desperdício do dinheiro do contribuinte e fazer a fiscalizadora trabalhar como tem de trabalhar, com inteligência.

    Lembrando que o Terminal Pinheiros exalava cheiro de XiXi e o que o 156 me falou com relação ao meu BU roubado, não aconteceu na realidade.

    Afina, ninguém trabalha SÓ ATRAPALHA.

    SOLTEM O FREIO DE MÃO DE DEIXE O BUZÃO RODAR.

    Chega desse tipo de administração da Pedra Lascada.

    MUDA SAMPA e ACORDA SAMPA.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Administração nefasta! Manifesto o meu descontentamento em relação às mudanças efetuadas pela SPTRANS, suprimindo as linhas de ônibus 2460-10 (Term. Pq. D. Pedro/Cemitério da Saudade) e, 2523-10 (Term.Princesa Isabel/Vila Progresso), as únicas linhas que servem diretamente de meu bairro à região Central e da Luz. Pego ônibus na altura da Av. Amador Bueno da Veiga, nº 3.025, no bairro da Vila Marieta, e dependo dessas linhas para chegar ao trabalho. Não faço uso do metrô, como tantas outras pessoas que aqui residem, pois pela manhã é inviável utilizar esse meio de transporte , dada as falhas técnicas que ocorrem constantemente. Nos dias de chuva forte em São Paulo, quando ocorrem inundações, as únicas linhas que não apresentam problemas de operação são essas duas que mencionei, já que utilizam a faixa exclusiva de ônibus do corredor da Av. Celso Garcia. Se antes eu pegava apenas um ônibus direto ou fazia apenas uma única integração, hoje sou obrigada a pegar três para chegar ao trabalho na região da Luz. Não temos mais opção de trajeto direto pela Av. Celso Garcia.

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