Detran do Amazonas cobra na justiça R$ 12,5 milhões de empresas de ônibus de Manaus

De acordo com o órgão, companhias não pagaram DPVAT, licenciamento, taxas e multas

ADAMO BAZANI

O Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas – Detran-AM entrou nesta semana na justiça cobrando R$ 12,5 milhões das empresas de ônibus de Manaus. A primeira estimativa de débitos era de R$ 6 milhões

Todos os 1460 ônibus do transporte coletivo municipal de Manaus estão irregulares.

De acordo com o órgão, as companhias não pagam o DPVAT, licenciamento, taxas e multas. Havia isenção de IPVA entre julho de 2013 e janeiro deste ano. O governo do estado suspendeu a isenção porque as empresas de ônibus juntamente com a prefeitura de Manaus aumentaram o valor da tarifa em 26 de janeiro, de R$ 3 para R$ 3,30. No dia 25 de fevereiro, houve outro reajuste de R$ 3,30 para R$ 3,80 por causa do fim da isenção.

Ao jornal A Crítica, o diretor do Detran do Amazonas, Leonel Feitoza disse que os empresários tentaram negociar o débito, mas não pagaram até agora nenhum centavo. Feitoza ainda disse que não houve a renovação da frota e o congelamento da tarifa prometidos pelos donos de empresa de ônibus no momento da isenção do IPVA.

“É preciso ficar claro que a dívida é antiga, não tem nada a ver com IPVA. Os empresários querem confundir a população … Nem teve frota renovada e eles ainda tinham isenção. Aonde foi parar esse dinheiro?”

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas – Sinetram reconhece que os donos das viações estão devendo ao estado, mas disse que estão discutindo valores e reiterou a isenção do IPVA até 2016, alegando que os impactos do imposto não eram computados na planilha das tarifas.

Quem tem sofrido com o não pagamento das obrigações por parte dos empresários, é justamente o cliente desses empresários, o passageiro, muitas vezes deixado de lado nas decisões entre viações e poder público.

Para escapar das fiscalizações da polícia rodoviária, os ônibus têm cortado as linhas, feito grandes desvios de trajeto. Além disso, com a frota com a renovação abaixo do normal, os passageiros são submetidos a ônibus antigos, menos acessíveis, sem conforto e com menor segurança.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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