Sem acordo com empresas, motoristas e cobradores de Curitiba aprovam indicativo de greve

Categoria pode cruzar os braços na próxima semana

ADAMO BAZANI

Passageiros de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana podem ficar sem transporte coletivo a partir da próxima semana.

Terminou sem acordo encontro entre representantes dos empresários de ônibus e de trabalhadores nesta quarta-feira, 8 de março de 2017, na Superintendência Regional do Trabalho.

Sendo assim, o Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana aprovou indicativo de greve. Se não houver nenhum avanço, as paralisações podem ocorrer a partir de segunda-feira, mas a data será definida em assembleia.

No encontro de hoje, o Setransp, sindicato que reúne as empresas, elevou a proposta de reajuste salarial e nos benefícios de 3,81% apara 5,43%, com base no INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor, entre 1º de fevereiro de 2016 e 31 de janeiro deste ano.

Os funcionários pedem reajuste de 15%

A data base dos trabalhadores foi no dia 1º de fevereiro.

As companhias dizem que o desequilíbrio econômico-financeiro do sistema causou prejuízos de em torno de R$ 1,3 bilhão, desde o início do contrato, entre 2010 e janeiro de 2017.

A tarifa foi de R$ 3,70 para R$ 4,25 no dia 6 de fevereiro. No entanto, a tarifa técnica, que é o quanto as empresas recebem por passageiro transportado, continua em R$ 3,66.

O valor deveria ter sido corrigido no dia 26 de fevereiro. A Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., entretanto, diz que só vai poder definir o valor da tarifa técnica após o acordo salarial.

Os empresários pedem o equivalente a R$ 4,57 por passageiro transportado, baseados num estudo pago por eles mesmos, feito pela empresa de auditoria, Ernst & Young.

 Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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