Ministério Público abre inquérito para investigar aumento de tarifa de ônibus em Curitiba

Pedido foi feito por deputado que foi derrotado nas eleições municipais e que diz que o aumento precisa ser melhor explicado

ADAMO BAZANI

O Ministério Público do Paraná investiga o reajuste da passagem de ônibus de Curitiba, que subiu no último dia 6 de fevereiro, de R$ 3,70 para R$ 4,25.

O pedido de investigação foi feito pelo deputado Ney Leprevost, candidato derrotado à prefeitura nas últimas eleições municipais de Curitiba, e foi formalizado no dia 14 de fevereiro e, no dia 20, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba instaurou o procedimento.

O Ministério Público quer que ainda no início deste mês, a Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., responsável pelo gerenciamento do transporte público, apresente as justificativas e o procedimento que culminaram no aumento da tarifa.

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O Tribunal de Contas do Estado do Paraná havia no dia 13 de fevereiro suspendido o reajuste. No entanto, após ação da Procuradoria Geral do Município, em 16 de fevereiro, a Justiça autorizou o aumento.

O Ministério Público também quer detalhes do Tribunal de Contas sobre os motivos que fizeram o órgão decidir pelo pela suspensão do aumento.

O prefeito Rafael Greca publicou em redes sociais um gráfico mostrando os custos de operação e de manutenção do sistema, mas o material foi considerado insuficiente para esclarecimentos à população.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

1 comentário em Ministério Público abre inquérito para investigar aumento de tarifa de ônibus em Curitiba

  1. MARCOS NASCIMENTO // 2 de março de 2017 às 17:44 // Responder

    A população não pode ser penalizada. Todas as cidades enfrentam este problema e possuem diferentes metodologias para aumentar a tarifa dos ônibus municipais (urbanos) que refletem na situação econômica de milhares de pessoas destas cidades. O transporte TEM QUE SER subsidiado pelas prefeituras (urbanos), governos (intermunicipais e metropolitanos) e federal (linhas interestaduais). Esta deveria ser uma verdadeira obsessão governamental afim de GARANTIR que o número de usuários não continue a cair mais do que já está caindo. É PRECISO conquistar novos passageiros oferecendo ônibus de QUALIDADE com ar condicionado, assentos estofados e até mesmo acesso à wi-fi. Por outro lado as prefeituras também devem fazer a sua parte asfaltando TODOS os itinerários onde passam ônibus, AMPLIANDO o número de linhas em operação e o a QUANTIDADE de horários e de FROTA em circulação. NÃO FAZ SENTIDO ficar mais do que 10 ou 15 minutos esperando um ônibus alimentador ou interbairros ou mais do que 6 ou 7 minutos esperando um ônibus de linha radial, troncal ou expressa. URGE as prefeituras oferecer um transporte coletivo urbano (e no caso dos governos estaduais o Metropolitano) com QUANTIDADE e QUALIDADE. Essa seria a combinação ideal para MANTER o número de usuários e CONQUISTAR novos usuários. E o subsídio MAIS JUSTO seria 50% da TARIFA.
    Numa cidade onde a tarifa custasse por exemplo: R$ 5,50, o passageiro pagaria apenas R$ 2,75 e o governo municipal e/ou estadual pagaria à empresa de ônibus os outros R$ 2,75.

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