Curitiba deve diminuir número de cobradores para reduzir tarifa de ônibus

De acordo com o presidente da Urbs, proposta ainda está em estudo. Lei garante a presença dos profissionais

ADAMO BAZANI

O número de cobradores nos ônibus, nos terminais e estações-tubo em Curitiba deve ser reduzido como forma de baixar futuramente a tarifa.

É o que confirmou o presidente da Urbs – Urbanização de Curitiba SA, gerenciadora do sistema, José Antônio Andreguetto, em reunião na Câmara Municipal.

Não há a data e nem percentual de redução dos profissionais previsto.

O prefeito Rafael Greca já havia confirmado que a Urbs pretende reduzir o número da categoria, mas uma lei de 2001 garante a presença dos cobradores em terminais e estações-tubo e ônibus da capital.

A prefeitura, entretanto, deve propor uma nova lei.

“Nós governamos para a maioria, nós não podemos, de forma alguma discriminar uma categoria tão importante sem pensar com responsabilidade aonde alocar esses trabalhadores, mas ao mesmo tempo não podemos deixar de tomar medidas e prejudicar a maioria. Esse custo [dos cobradores] é óbvio que altera bastante o valor da tarifa”, disse Andreguetto, segundo o Gazeta do Povo.

O Sindimoc, que é o sindicato dos motoristas e cobradores de ônibus, não descarta eventuais paralisações caso a proposta venha se concretizar. Hoje o sistema possui cerca de 6 mil cobradores apenas para as linhas da capital.

De acordo com a Urbs, 37% do valor da tarifa técnica são destinados ao pagamento dos salários e benefícios das mais diversas funções do setor. Se for levado em conta o valor da tarifa paga pelo usuário, o percentual sobe para 54%.

Na capital paulista, também é grande a discussão sobre eventual retirada de cobradores do sistema.

O secretário municipal de Transportes e Mobilidade Sérgio Avelleda já havia anunciado a possibilidade de administração iniciar um estudo para cobrar tarifas diferenciadas entre quem paga em dinheiro e quem paga com cartão do Bilhete Único. O valor em dinheiro seria maior.

O objetivo é estimular a bilhetagem eletrônica que hoje responde por 94% dos pagamentos na capital paulista. Com eliminação do dinheiro a bordo, os cobradores perderiam a função.

Em reunião com o Sindmotoristas, Avelleda garantiu que não haveria demissões em massa e que, se caso fosse iniciado um processo de estímulo aos pagamentos com cartão, as mudanças ocorreriam de forma gradual.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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