Prefeitura de Curitiba deve mudar fórmula de pagamento para empresas de ônibus
Publicado em: 1 de dezembro de 2016
Repasse será feito após um dia da prestação de serviço
ADAMO BAZANI
Apesar de a maior parte das empresas de ônibus já ter pagado a primeira parcela do 13º salário dos trabalhadores, com apenas a Araucária Matriz ter atrasado, o pagamento integral do benefício ainda não está garantido. Com isso, o fantasma de eventuais greves em Curitiba e região metropolitana até o final do ano também não foi espantado.
As empresas de ônibus alegam que, por causa de um cálculo superdimensionado da demanda, os repasses por passageiro têm sido menores, o que ocasiona prejuízo acumulado entre R$ 35 e R$ 40 milhões – número apresentado pelas viações.
A prefeitura e a Câmara Municipal negaram repassar R$ 11,6 milhões para adiantamento às empresas com o objetivo de pagar as obrigações trabalhistas.
De acordo com a Urbs, gerenciadora do sistema, o valor não configura receita extra dos parlamentares e, dentro do fluxo de caixa do poder municipal, já tem destinação prevista.
Para amenizar a situação, a prefeitura diz que desta quinta-feira até o dia 9 de dezembro vai mudar a forma de repasse às empresas de ônibus, do atual D +2, ou seja, 48 horas após a prestação de serviços, para D +1.
Na capital paulista, por exemplo, a fórmula é D+8 com a possibilidade de prorrogação para D +15.
No final do ano em 2015, a Urbs teve de fazer um aporte emergencial às empresas de ônibus de R$ 4,03 milhões para pagar a segunda parcela do 13o salário daquele ano.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

