Prefeitura de Curitiba deve mudar fórmula de pagamento para empresas de ônibus

 

Repasse será feito após um dia da prestação de serviço

ADAMO BAZANI

Apesar de a maior parte das empresas de ônibus já ter pagado a primeira parcela do 13º salário dos trabalhadores, com apenas a Araucária Matriz ter atrasado, o pagamento integral do benefício ainda não está garantido. Com isso, o fantasma de eventuais greves em Curitiba e região metropolitana até o final do ano também não foi espantado.

As empresas de ônibus alegam que, por causa de um cálculo superdimensionado da demanda, os repasses por passageiro têm sido menores, o que ocasiona prejuízo acumulado entre R$ 35 e R$ 40 milhões – número apresentado pelas viações.

A prefeitura e a Câmara Municipal negaram repassar R$ 11,6 milhões para adiantamento às empresas com o objetivo de pagar as obrigações trabalhistas.

De acordo com a Urbs, gerenciadora do sistema, o valor não configura receita extra dos parlamentares e, dentro do fluxo de caixa do poder municipal, já tem destinação prevista.

Para amenizar a situação, a prefeitura diz que desta quinta-feira até o dia 9 de dezembro vai mudar a forma de repasse às empresas de ônibus, do atual D +2, ou seja, 48 horas após a prestação de serviços, para D +1.

Na capital paulista, por exemplo, a fórmula é D+8 com a possibilidade de prorrogação para D +15.

No final do ano em 2015, a Urbs teve de fazer um aporte emergencial às empresas de ônibus de R$ 4,03 milhões para pagar a segunda parcela do 13o salário daquele ano.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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