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Alckmin quer repassar duas linhas metropolitanas por R$ 120 milhões à iniciativa privada

Alckmin faz manobra, não é notificado, mas recorre

Objetivo é privatizar as operações das linha 5 Lilás do Metrô e 17 do monotrilho

ADAMO BAZANI

O governador Geraldo Alckmin vai repassar para iniciativa privada duas linhas metropolitanas ferroviárias por R$ 120 milhões. O edital deve ser lançado nesta quinta-feira.

Trata-se da concessão da linha 5 lilás do Metrô e 17-Ouro de monotrilho, ambas na zona sul da cidade.

Os ramais em construção somam R$ 10 bilhões e as obras estão atrasadas.

A oferta inicial para quem quiser levar é de R$ 120 milhões e os grupos empresariais vencedores terão direito de explorar as linhas por 30 anos.

Ao jornal O Estado de São Paulo, o secretário estadual de transportes metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse, entretanto, que o baixo valor é para atrair os investimentos e que a empresa prestadora receberá R$ 1,69 por passageiro e não R$ 3,80 como atualmente. Será o valor de repasse. A passagem será normal para o usuário.

“A tarifa pública, que é aquela que o passageiro paga e dá direito às integrações, não muda. Mas esse valor (R$1,69) pagará o operador e não irá onerar o sistema”, disse. “A gente poderia cobrar um valor de outorga maior, mas teria de usar uma tarifa maior. Resolveria um problema agora, poderia dar mais receita para o Estado, mas criaria um problema no futuro, com custos maiores para a rede”, avalia Pelissioni.

Levando em conta a perspectiva de demanda apenas da linha 5, que é metrô de fato, de 800 mil pessoas por dia, a empresa operadora teria uma remuneração bruta diária de R$ 1,3 milhão. A linha 17 monotrilho após ter o projeto reduzido por questões financeiras e de viabilidade ainda não tem a demanda claramente definida.

Para se ter uma ideia, a linha 4 – Amarela, única ligação privada do metrô rende à operadora Via Quarto, R$ 2,04 por passageiro transportado.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

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