Haddad vai se encontrar com Temer e cobrar R$ 400 milhões, que devem ser utilizados para conta dos transportes em São Paulo

Publicado em: 26 de outubro de 2016

Por dia, custo de operação dos ônibus em São Paulo é de R$ 22 milhões

Verba se refere a obras já executadas com recursos do Tesouro Municipal no âmbito do PAC e que não receberam os repasses devidos pelo Governo Federal

ADAMO BAZANI

Nesta quinta-feira, 27 de outubro, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, vai se reunir às 10h com presidente Michel Temer, em Brasília.

Haddad deve cobrar R$ 400 milhões do Governo Federal por obras do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento que já foram executadas com recursos do Tesouro Municipal.

A maior parte destas obras, realizadas entre 2013 e 2016, se refere a serviços de drenagem e mobilidade urbana e não tiveram repasses do Governo Federal.

De acordo com as regras do PAC, primeiro o Tesouro Municipal investe os recursos próprios e depois, há o ressarcimento do Governo Federal, desde que a obra seja contemplada pelo Programa de Aceleração do Crescimento, o que não aconteceu nestes casos, segundo a prefeitura.

Parte desse recurso, se vier, será destinada para conta-sistema dos transportes em São Paulo que opera em déficit.

Segundo a SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema, os débitos do poder público com as empresas de ônibus e por outros gastos somou até o dia 25,  R$ 221 milhões

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SUBSÍDIO ACABOU E FROTA REDUZIDA PODE SER ALTERNATIVA:

Para este ano, os subsídios em São Paulo para completar os custos que as empresas têm de operação em relação à arrecadação nas catracas, deveriam ser de R$ 1,79 bilhão.

No entanto, o valor se esgotou já na segunda semana de setembro.

Desde então, a Prefeitura de São Paulo tem feito remanejamentos no orçamento para cobrir a conta.

O Secretário Municipal de Transportes, Jilmar Tatto, calculava que até o final do ano seriam então necessários R$ 2,4 bilhões em complementações, mas agora novo estudo mostra que a conta só fechará com R$ 2,65 bilhões.

A preocupação também é em relação à qualidade dos serviços. Uma das alternativas estudadas pela prefeitura é diminuir a frota em 5% para redução de custos. Apesar de a medida não ter sido apresentada oficialmente, todos os agentes do setor foram consultados e  já sabem desta alternativa guardada na manga pelo poder público. Confira: https://diariodotransporte.com.br/2016/10/25/paulistanos-podem-perder-736-onibus-por-causa-de-dividas-da-prefeitura-com-sistema-de-transportes/

Outra preocupação é em relação ao ano que vem por causa da promessa do prefeito eleito João Doria de congelar o valor da tarifa de ônibus em R$ 3,80.

No Orçamento para 2017, os subsídios para as complementações dos custos de transportes terão R$ 1,794 bilhão, já contando com o reajuste da tarifa.

Os técnicos da prefeitura que elaboraram o Orçamento dizem que se houver congelamento seria necessário um aporte de R$ 1 bilhão.

Já o prefeito eleito João Doria, calcula que o valor para complementação em caso de congelamento será de até R$ 550 milhões.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Acabou a verba, não adianta.

    E acabou a bateção de lata e o zig zag garanguejado e sobreposto.

    Att,

    Paulo Gil

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