Nova fase da Operação Acrônimo investiga Caixa 2 para campanha de Fernando Pimentel, do PT, e vantagens indevidas a empresas com relações comerciais com BNDES
ADAMO BAZANI
A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira, 21 de outubro de 2016, a 10ª fase da Operação Acrônimo.
O alvo principal é o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.
Os policiais fizeram buscas e apreensões por meio de mandado expedido por Herman Benjamin, relator da operação no Superior Tribunal de Justiça – STJ, em construtoras e também no Sindicato das Empresas de Transporte Passageiros de Belo Horizonte SetraBH.
De acordo com a publicitária Danielle Fonteles, dona da agência de comunicação Pepper, em delação premiada, houve movimentação por meio da empresa de R$ 1,5 milhão para Caixa 2 para campanha de Fernando Pimentel.
Recursos indevidos saíram de construtoras e de empresas de ônibus.
A mulher de Pimentel, Carolina, também segundo as investigações, seria uma espécie de sócia oculta da agência.
A Acrônimo também investiga vantagens indevidas de empresas que mantêm relações comerciais com o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O banco é subordinado ao Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior.
Fernando Pimentel foi ministro desta pasta entre 2011 e 2014, quando deixou o cargo para disputar as eleições para o estado de Minas Gerais.
De acordo com o sindicato das empresas de ônibus, os agentes da Polícia Federal estiveram no local e o setor jurídico forneceu todas as informações e materiais solicitados.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
