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Equipe de transição diz que Doria terá de arrumar mais R$ 500 milhões no Orçamento para congelar a tarifa de ônibus

Deputado Júlio Semeghini, coordenador da equipe, prevê queda de arrecadação no ano que vem

ADAMO BAZANI

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria, terá de arrumar mais R$ 500 milhões, no mínimo, para incluir no orçamento da Prefeitura em 2017, caso queira levar adiante a sua promessa de congelar as tarifas de ônibus para o próximo ano.

Foi o que declarou nesta manhã de terça-feira, 18 de outubro de 2016, o ex-deputado Júlio Semeghini, coordenador da equipe de transição do prefeito eleito.

“Doria vai ter de arrumar R$ 500 milhões.”, disse em entrevista coletiva.

O problema é de onde virão estes recursos.

Em reunião com o atual secretário de governo, Chico Macena, Semeghini afirmou que existem “pontos críticos” do orçamento do município para 2017. Um deles é que arrecadação do PIB – Produto Interno Bruto de São Paulo deve encolher ainda mais por causa da crise econômica e da inflação projetada para o ano que vem.

O congelamento da tarifa de ônibus também vai influenciar o PIB municipal.

No orçamento, a Prefeitura de São Paulo prevê para 2017 subsídios na ordem de R$ 1,794 bilhão, isso já contando com a possibilidade de aumento de tarifa. A proposta de orçamento foi feita pela equipe do atual prefeito Fernando Haddad, de acordo com a lei.

Com o eventual congelamento da tarifa, os números devem ser alterados.

Os mesmos técnicos que elaboraram a peça orçamentária preveem a necessidade de, no mínimo, mais R$ 1 bilhão para que a passagem continue custando R$ 3,80 em São Paulo. Com isso, os subsídios seriam em torno de R$ 2,8 bilhões para contemplar o congelamento e continuar financiando gratuidades, integrações e outros benefícios.

No próximo dia 25, será realizada uma nova reunião com a equipe de transição e atual equipe de Fernando Haddad. O tema será combate aos efeitos da chuva no Verão.

No dia 25, Doria e Haddad se encontram mais uma vez e, a partir do dia 28, a equipe de Haddad começará a disponibilizar os dados dos setores da prefeitura.

A primeira reunião entre o atual prefeito e o prefeito eleito ocorreu no dia 7 deste mês e se tratou de uma discussão geral sobre a cidade e uma apresentação de ambos, fora do clima de campanha.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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