São 14 linhas paradas. Não foi acionada a operação PAESE
ADAMO BAZANI
Mais uma vez, passageiros do ABC Paulista e trabalhadores do setor de transportes sofrem por causa do empresário Baltazar José de Sousa que não pagou os salários e direitos dos funcionários.
Entra no terceiro dia a greve da EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André e Viação Ribeirão Pires.
Ao todo, as companhias de ônibus possuem 14 linhas que deveriam atender 22 mil passageiros por dia.
O Sintetra, sindicato que representa motoristas, cobradores e demais funcionários dos transportes diz que as empresas Baltazar sequer iniciaram uma negociação.
Não foi acionada pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos a operação PAESE – Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência. Por isso, os passageiros que usam os ônibus da Ribeirão Pires e da EAOSA devem fazer uso das linhas municipais até uma estação de trem da CPTM, pagando duas tarifas.
As linhas servem a Vila de Paranapiacaba, pertencente a Santo André, e os municípios de Ribeirão Pires, Mauá, Santo André, São Caetano do Sul até a capital paulista.
Greves sempre no início de cada mês têm sido algo quase comum nas empresas de Baltazar José de Sousa. Ora é a EAOSA, a Ribeirão Pires, a Imigrantes, a Riacho Grande, a Triângulo, a Urbana ou a São Camilo ou então todas juntas.
O grupo Baltazar José de Sousa diz que vem passando por sérias dificuldades financeiras desde 2015, após a concessão de benefícios e gratuidades a estudantes e idosos e que o governo estadual não realiza os repasses condizentes desde janeiro de 2016.
A EMTU – Empresa metropolitana de Transportes Urbanos diz que os repasses são realizados corretamente.
Baltazar José de Sousa é considerado pelo Ministério Público Federal e pela Receita Federal como o maior devedor individual da União, com débitos que chegam a R$ 1 bilhão.
Os advogados contestam os valores e dizem que muitos desses débitos podem ser negociados.
O empresário, que já teve prisão decretada várias vezes, mas consegue Habeas Corpus sempre, possui mais de 200 processos, a maior parte deles, trabalhista.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
