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Mais uma vez Baltazar atrasa salários e EAOSA e Ribeirão Pires entram em greve

Outras empresas de ônibus do grupo Baltazar José de Sousa enfrentam problemas semelhantes

ADAMO BAZANI

Desde janeiro, todo início de mês tem sido a mesma coisa para os passageiros que dependem dos ônibus das empresas de Baltazar José de Sousa. Ele atrasa os salários e benefícios, os motoristas, cobradores e demais funcionários usam o direito de greve e não há serviços nas linhas intermunicipais que ligam o ABC Paulista à capital.

Desta vez, cruzaram os braços dos motoristas da EAOSA –  Empresa Auto Ônibus Santo André e, em seguida, da Viação Ribeirão Pires.

As linhas ligam Ribeirão Pires, Mauá, Santo André e São Caetano do Sul a São Paulo.

Na Viação Ribeirão Pires, são cerca de 200 funcionários de braços cruzados e, na EAOSA são 250.

O grupo Baltazar José de Sousa diz que vem passando por sérias dificuldades financeiras desde 2015, após a concessão de benefícios e gratuidades a estudantes e idosos e que o governo estadual não realiza os repasses condizentes desde janeiro de 2016.

A EMTU – Empresa metropolitana de Transportes Urbanos diz que os repasses são realizados corretamente.

Baltazar José de Sousa é considerado pelo Ministério Público Federal e pela Receita Federal como o maior devedor individual da União, com débitos que chegam a R$ 1 bilhão.

Os advogados contestam os valores e dizem que muitos desses débitos podem ser negociados.

O empresário, que já teve prisão decretada várias vezes, mas consegue Habeas Corpus sempre, possui mais de 200 processos, a maior parte deles, trabalhista.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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