NÃO VAI TER GREVE NESTA TERÇA, 24 DE MAIO, NEM NO METRÔ E NEM NA CPTM:

ADAMO BAZANI

Os metroviários de São Paulo decidiram em assembleia na noite desta segunda-feira não realizar greve. A categoria não aceitou proposta do Metrô, mas vai aguardar audiência de conciliação no dia 31 de maio. Se não houver acordo, a paralisação pode ser em 1º de junho.

Assim as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás do Metrô e o trecho de 2,9 quilômetros do monotrilho 15-Prata funcionam normalmente nesta terça-feira, 24 de maio de 2016.

Já a linha 4 – Amarela é operada pela iniciativa privada.

A categoria pleiteia 10,82% de reajuste mais 6,59% de aumento real. O Ministério Público do Trabalho sugere que o reajuste salarial acompanhe o Índice de Preços ao Consumidor (IPC/Fipe), que está em torno de 10,3%. Já a proposta do Metrô é de 7,5% de reajuste.

O Metrô atende 3,5 milhões de pessoas por dia e as linhas do governo do estado reúnem 9 mil 436 funcionários

CPTM SEM GREVE TAMBÉM:

Passageiros de trens da CPTM estão livres de greve nesta terça-feira, 24 de maio de 2016.

Em assembleias na noite desta segunda, os quatro sindicatos dos trabalhadores aceitaram proposta de aumento de 10,44% nos salários.

Na manhã desta segunda, houve um abalo nas negociações quando a CPTM, que havia sinalizado aceitar proposta apresentada pelo TRT de aumento de 10,44%, havia recuado e ofereceu 7,5%.

Mas em reunião à tarde, a CPTM decidiu de novo acatar proposta do TRT.

O TRT propôs reajuste de 10,44% nos salários, parcelado retroativamente ao mês de março e para setembro. Também estão previstos aumentos do vale-refeição, vale-alimentação, auxílio materno infantil (em março, com aplicação do IPC), bem como a equiparação desses benefícios aos valores que venham a ser fixados aos metroviários, a partir de janeiro de 2017.

A primeira proposta da CPTM era reajuste de 5,22% nos salários, que seria concedido em duas parcelas. Já a primeira reivindicação dos ferroviários era

A CPTM transporta diariamente três milhões de pessoas em seis linhas que somam 257,5 quilômetros operacionais, numa malha total de 260,8 quilômetros. O sistema atende 22 municípios, sendo 19 deles na Região Metropolitana de São Paulo e conta com 92 estações.

São em torno de 8.570 funcionários na CPTM.

Os trabalhadores da CPTM são divididos em sindicatos diferentes de acordo com a origem histórica das linhas. A divisão é a seguinte:

– Sindicato dos Ferroviários de São Paulo: trabalhadores das linhas 7-Rubi (Jundiaí – Francisco Morato – Luz) e 10-Turquesa (Brás –Rio Grande da Serra).

– Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana: funcionários das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes – Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú).

– Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil: funcionários que atuam nas linhas 11-Coral (Luz – Estudantes) e 12-Safira (Brás – Calmon Viana).

– Sindicato dos Engenheiros.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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