Greve do Metrô e Greve na CPTM: Assembleias vão decidir paralisações enquanto Metrô paga supersalários

 

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Companhia do Metropolitano paga salários maiores que de diretores para 109 funcionários que também serão beneficiados por campanha salarial

ADAMO BAZANI

Passageiros que utilizam o metrô e os trens da CPTM em São Paulo e na região metropolitana devem estar atentos para a possibilidade de paralisação dos funcionários destas empresas a partir desta terça-feira, dia 24 de maio de 2016.

Nesta segunda-feira, os sindicatos das categorias realizam assembleias para decidirem se os trabalhadores cruzaram os braços.

A situação mais delicada é em relação ao Metrô ainda com menos avanços nas negociações que na CPTM, embora que no caso dos trens metropolitanos também há um novo impasse.

Os metroviários acusam a companhia do Metropolitano de não negociar com os trabalhadores que pedem 10,82% de reposição de inflação mais 6,59% de aumento real; Vale Alimentação de R$ 487,27 e Vale-Refeição de R$ 34,33.

O sindicato também diz que é contra privatizações no sistema.

Os trabalhadores que podem entrar em greve atuam nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás do Metrô e no trecho de 2,9 quilômetros do monotrilho 15-Prata.

A linha 4-Amarela do metrô não estaria envolvida na greve por ser privada.

Em torno de 3,5 milhões de passageiros podem ser afetados.

REAJUSTE TAMBÉM VAI BENEFICIAR QUEM TEM SUPERSALÁRIOS:

O Metrô tem 9 mil 436 funcionários, dos quais existe uma minoria privilegiada. São 109 funcionários do Metrô que recebem salários maiores do que o Estado determina para diretores da empresa, ganhando por mês R$ 21,7 mil e R$ 35 mil. Os supersalários resultam num custo mensal de R$ 35 milhões em uma folha de pagamento total R$ 1,7 bilhão.

O teto do salário de um diretor é de R$ 20,5 mil. Os cargos cujos funcionários recebem acima dos diretores são assessor técnico III”, “especialista III”, “chefe de departamento” e “gerente”.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos informa que estes supersalários são de funcionários antigos e que desde 2012 é estipulado um teto para os trabalhadores que ingressaram na companhia a partir daquele ano.

Se houver aumento para a categoria por causa da campanha salarial, esta minoria também será favorecida com o mesmo percentual aplicado aos vencimentos dos menores salários no Metrô.

CPTM:

Os quatro sindicatos que representam os funcionários da CPTM devem votar nesta segunda-feira a proposta feita pelo TRT – Tribunal Regional do Trabalho .

O TRT propôs reajuste de 10,44% nos salários, parcelado retroativamente ao mês de março e para setembro. Também estão previstos aumentos do vale-refeição, vale-alimentação, auxílio materno infantil (em março, com aplicação do IPC), bem como a equiparação desses benefícios aos valores que venham a ser fixados aos metroviários, a partir de janeiro de 2017.

O TRT havia informado que a CPTM tinha aceitado o índice, mas segundo perfis no Twitter, a companhia teria recuado e ofereceu 7,5% de reajuste.

Os trabalhadores pleitearam inicialmente um aumento de 11,08% em salários e benefícios.

A primeira proposta da CPTM era reajuste de 5,22% nos salários, que seria concedido em duas parcelas.

A CPTM transporta diariamente três milhões de pessoas em seis linhas que somam 257,5 quilômetros operacionais, numa malha total de 260,8 quilômetros. O sistema atende 22 municípios, sendo 19 deles na Região Metropolitana de São Paulo e conta com 92 estações.

São em torno de 8.570 funcionários na CPTM.

Os trabalhadores da CPTM são divididos em sindicatos diferentes de acordo com a origem histórica das linhas. A divisão é a seguinte:

– Sindicato dos Ferroviários de São Paulo: trabalhadores das linhas 7-Rubi (Jundiaí – Francisco Morato – Luz) e 10-Turquesa (Brás –Rio Grande da Serra).

– Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana: funcionários das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes – Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú).

– Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil: funcionários que atuam nas linhas 11-Coral (Luz – Estudantes) e 12-Safira (Brás – Calmon Viana).

– Sindicato dos Engenheiros.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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