Greve do Metrô: Audiência de conciliação termina sem acordo

GREVE NA CPTM É DESCARTADA:

https://blogpontodeonibus.wordpress.com/2016/05/23/greve-na-cptm-e-descartada/

 

Se houver paralisação na terça-feira, Justiça determina frota mínima de 80% nos horários de pico

ADAMO BAZANI

Terminou sem acordo audiência de conciliação entre a Companhia do Metropolitano de São Paulo e o Sindicato dos Metroviários que realiza nesta noite uma assembleia para decidir se a categoria entra ou não em greve nesta terça-feira 24 de maio de 2016.

De acordo com nota do TRT Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, se houver paralisação, os metroviários deve respeitar percentuais mínimos de serviço de 80% nos horários de pico e 60% nos demais horários:

A audiência teve mediação do desembargador Willy Santilli e foi realizada no Ed. Sede do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo-SP, nesta segunda-feira (23).

A categoria pleiteia 10,82% de reajuste mais 6,59% de aumento real. O Ministério Público do Trabalho sugere que o reajuste salarial acompanhe o Índice de Preços ao Consumidor (IPC/Fipe), que está em torno de 10,3%. Já a proposta do Metrô é de 7,5% de reajuste.

Nova audiência foi agendada para o próximo dia 31 de maio, às 13h30. Até lá, haverá mais duas reuniões de negociação entre as partes, nos dias 24 e 30, quando serão discutidos todos os pontos da campanha salarial, inclusive intervalo intrajornada, pagamento de 13º salário, adicional de horas extras, dentre outros.

Em caso de greve, o desembargador Willy Santilli concedeu, durante audiência, liminar que determina a manutenção de 80% do efetivo em horário de pico e 60% nos demais períodos.

CPTM:

Trabalhadores da CPTM também realizam assembleias nesta noite para verificar a possibilidade de greve

Na primeira reunião de conciliação desta segunda-feira também não teve acordo:

etirou da mesa a proposta feita no encontro anterior, de 10,44% em duas parcelas. A nova oferta é de 7,5% sobre salários e benefícios, retroativos a março de 2016, sem equiparação de benefícios aos valores pagos aos metroviários.
O encontro foi conduzido pelo vice-presidente judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, desembargador Wilson Fernandes, que concedeu prazo de 24 horas para apresentação de defesa e documentos. Na sequência, o processo segue para análise do Ministério Público do Trabalho e, depois, para o relator sorteado. Será então agendado o julgamento.
Diante da falta de acordo e possibilidade iminente de uma paralisação, Fernandes determinou a manutenção de 80% do efetivo de maquinistas. Em relação aos demais empregados, o contingente é de 60% nos horários de pico (entre 4h e 10h e entre 16h e 21h) e de 50% nos demais horários. A liminar proíbe ainda liberação de catracas. Em caso de descumprimento, há previsão de pagamento de multa diária no importe de R$ 100 mil.
A CPTM tem até o início das assembleias, que serão realizadas nesta segunda-feira (23), às 18h, para informar se volta a ofertar o reajuste de 10,44%.

Os trabalhadores pleitearam inicialmente um aumento de 11,08% em salários e benefícios.

A primeira proposta da CPTM era reajuste de 5,22% nos salários, que seria concedido em duas parcelas.

A CPTM transporta diariamente três milhões de pessoas em seis linhas que somam 257,5 quilômetros operacionais, numa malha total de 260,8 quilômetros. O sistema atende 22 municípios, sendo 19 deles na Região Metropolitana de São Paulo e conta com 92 estações.

São em torno de 8.570 funcionários na CPTM.

Os trabalhadores da CPTM são divididos em sindicatos diferentes de acordo com a origem histórica das linhas. A divisão é a seguinte:

– Sindicato dos Ferroviários de São Paulo: trabalhadores das linhas 7-Rubi (Jundiaí – Francisco Morato – Luz) e 10-Turquesa (Brás –Rio Grande da Serra).

– Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana: funcionários das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes – Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco – Grajaú).

– Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil: funcionários que atuam nas linhas 11-Coral (Luz – Estudantes) e 12-Safira (Brás – Calmon Viana).

– Sindicato dos Engenheiros.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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