GREVE/PARALISAÇÃO/PROTESTO ÔNIBUS – Haddad diz que pode multar empresas

Publicado em: 18 de maio de 2016

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Em compromisso público prefeito diz que vai exigir que empresas respeitem contrato

ADAMO BAZANI

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse que se for constatado desrespeito aos passageiros por causa da paralisação dos motoristas e cobradores que fechou os 29 terminais da cidade, pode multar as empresas de ônibus.

Ele negou que a prefeitura atrasa repasses às empresas.

Haddad também afirmou que a prefeitura pode entrar na Justiça exigindo frota mínima, caso nesta quinta haja nova paralisação.

O secretário municipal de transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, confirmou que todos os 29 terminais de ônibus municipais foram paralisados às 10h. De acordo com ele, 1,5 milhão de pessoas foram afetadas por causa do horário. Por dia, o sistema atende 6,2 milhões.

Tatto negou que a prefeitura esteja atrasando sistematicamente os repasses às empresas, referentes às gratuidades.

O secretário afirmou que o problema é entre trabalhadores e empresas, mas que a prefeitura tem atuado nas negociações. Ele pediu “bom senso”.

“Relação privada e, infelizmente, a população tem pagado pelo impasse”.

Tatto reclamou também da postura do TCM que ainda não liberou a licitação dos transportes, que poderia fazer com que a situação financeira do sistema melhorasse.

Desde 2013, as empresas operam com aditivos ou contratos emergenciais.

Nesta quinta-feira, se não houver acordo com as empresas de ônibus, a paralisação deve ocorrer entre as 14h e 16h.

Os motoristas e cobradores de ônibus reivindicam aumento salarial real de 5% mais a recomposição da inflação, Participação nos Lucros e Resultados – PLR de R$ 2 mil, plano de saúde gratuito, manutenção dos postos dos cobradores e vale-refeição diário de R$ 25.

O SPUrbanuss, sindicato das empresas, ofereceu reajuste de 2,31% nos salários e no vale-refeição.

As companhias de ônibus afirmam que têm sido constantes os atrasos pela prefeitura dos repasses em relação às gratuidades, o que tem prejudicado a condição das companhias negociar com os trabalhadores.

A prefeitura nega atrasos constantes.

A reportagem também apurou que a prefeitura propôs para que seja concedido o aumento da remuneração das empresas, a realização dos repasses de 15 em 15 dias e não mais de cinco em cinco dias, como é feito atualmente.

Pelos contratos, que hoje são regidos por renovações emergenciais ou aditivos pelo fato de a licitação dos transportes ainda não ter sido realizada, a remuneração às empresas de ônibus tem índices de reajuste que variam de acordo com a área operacional atendida.

Na média, no ano passado, esse reajuste da planilha foi de 6,8%

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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