BRT Transolímpico terá apenas três estações em funcionamento durante as Olimpíadas

Estações permitirão embarques acessíveis, com o piso na mesma altura da plataforma dos ônibus

De acordo com Tribunal de Contas, obra deveria ter sido entregue em abril. Prefeitura nega que houve atrasos

ADAMO BAZANI

O corredor de ônibus de alta velocidade e capacidade BRT -Transolímpico será um dos mais importantes legados das Olimpíadas de 2016 para o Rio de Janeiro juntamente com a linha 4 do Metrô e o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos.

O sistema de corredor de ônibus incorpora a revitalização da Linha Amarela, que passará a ter pedágio.

Com a conclusão da obra, de acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro, o tempo de deslocamento entre o Recreio e Marechal Deodoro vai ser reduzido em 78%, dos atuais 90 minutos para em torno de 20 minutos.

A linha amarela foi inaugurada em novembro de 1997. O percurso revitalizado é de 25 quilômetros, dos quais 13 quilômetros sob concessão de responsabilidade da Via Rio formada por Invepar, Odebrecht Rodovias e CCR.

A Via Rio venceu a licitação para construção e administração do sistema no valor de R$ 2,2 bilhões. O contrato de concessão é de 25 anos. O valor do pedágio será de R$ 5,90 para carros de passeio, com reajustes anuais.

No entanto, todos estes benefícios, a exemplo da linha 4 do metrô, inicialmente serão focados para o atendimento à Família Olímpica e à quem for assistir aos jogos que ocorrem entre 5 e 21 de agosto.

Das 18 estações de embarque e desembarque e três terminais previstos para o Transolímpico, apenas três espaço estarão funcionando nas Olimpíadas: Terminal Recreio, Terminal Parque Olímpico da Barra e estação de Magalhães Bastos.

Segundo o TCM – Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro, o sistema de corredores de ônibus Transolímpico deveria estar pronto em 26 de abril deste ano.

Em entrevista ao jornal O Globo, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, negou o que a obra será entregue incompleta e que haja atrasos. Paes também disse que é normal o início gradativo das operações.

Não estamos inaugurando uma obra incompleta. O funcionamento do BRT é que sempre começa aos poucos… Todo novo serviço de transportes passa por ajustes até operar com plena capacidade. Após as Olimpíadas, as demais estações serão abertas progressivamente, como aconteceu no BRT Transcarioca. Assim como a Linha Amarela, essa é uma obra para integrar a cidade, que foi pensada na década de 60. E vai melhorar a oferta de transporte público com o novo corredor de BRT.

A estrutura das estações do BRT já foram implantadas faltando as passarelas de acesso e os equipamentos de bilhetagem eletrônica.

A inauguração parcial ocorreu também em outros sistemas de ônibus da cidade.

No caso do BRT Transcarioca o início das operações foi com vistas à Copa do Mundo.

Das 47 estações e cinco terminais do projeto original, apenas três estruturas funcionaram na época.

Todas as estações e terminais do sistema foram inaugurados depois do evento, que ocorreu entre 12 de junho e 13 de julho de 2014.

O BRT Transolímpica é o terceiro do Rio de Janeiro que conta com o BRT Transoeste (Barra da Tijuca – Campo Grande – Santa Cruz) inaugurado em 2012; BRT Transcarioca (Barra da Tijuca – Galeão), que começou a operar em 2014 e ao BRT TransBrasil (Marechal Deodoro – Caju), que deveria ter sido inaugurado em 2016, mas começará a operar parcialmente em 2017.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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