Equipe da Haddad e vereador apresentam proposta de “Uber Coletivo”

Os impactos dos transportes pro aplicativos como o Uber, nos serviços de táxis, de fretamento e até de ônibus urbanos ainda são discutidos

Projeto de lei prevê desconto em compartilhamento de viagens

ADAMO BAZANI

Dentro das discussões sobre a regulamentação da prestação de serviços de transportes alternativos por meio de aplicativos, tem sido desenvolvido pelo vereador José Police Neto, do PSD, em parceria com a gestão do prefeito Fernando Haddad, uma sugestão que pode deixar o Uber semelhante ao transporte coletivo ou à “lotação”.

O Projeto de Lei – PL 421/2015, que regulamenta o compartilhamento de veículos na cidade de São Paulo, foi discutido em segunda audiência pública realizada na noite desta quinta-feira, 14 de abril de 2016, pela Comissão de Trânsito, Transportes, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia da Câmara Municipal.

A previsão é de que o compartilhamento possa garantir até 50% de desconto nas viagens pagas.

Em nota, a Câmara Municipal diz que há ao menos três opções para fazer com que as pessoas usem os carros coletivamente em itinerário estabelecido.

“A proposta prevê três formas de compartilhamento de veículos a serem regulamentadas. A primeira é o compartilhamento do carro que é locado por determinado período para uso, também conhecido também como carsharing, que já existe em empresas no Brasil. O segundo é o compartilhamento das viagens. É a carona gratuita ou paga, quando dono do veículo compartilha ou aluga assentos em seus veículos. E o terceiro é o compartilhamento do automóvel com transporte individual do passageiro, caso do serviço oferecido pelo Uber e pela Will Go, empresa indiana que já está cadastrando motoristas na cidade de São Paulo e será concorrente direta do Uber.”

Segundo a proposta da gestão de Haddad, que já tinha sido apresentada no final do ano passado, haverá um sistema de vendas de créditos que vai interferir no custo das viagens de acordo com o local e com os horários. Assim viagens fora do horário de pico e em periferias devem sair mais baratas.

Operadores de serviços como Uber, pela proposta, devem fazer um cadastro prévio e pagar um preço fixado pela prefeitura por quilômetro rodado.

Na próxima semana deve ocorrer uma terceira audiência pública. A votação deve acontecer no dia 27. Entidades ligadas a taxistas novamente se mostraram contrárias. De acordo ainda com a Agência Câmara, o representante da Movitaxi Brasil, Wagner Caetano, diz que não devem ser criados novos modais de transporte e sim aperfeiçoados os atuais.

“Parece que nós somos resistentes a melhorias, mas pelo contrário, nós taxistas temos uma Câmara Temática do Táxi, proposta pelo Executivo, com diversos representantes da categoria para discutir melhorias de atendimento ao usuário. Por isso, entendemos que não há motivo para criamos um novo modal de transporte”

Do lado de motoristas que prestam serviços como do Uber, há pressa para a regulamentação, como afirmou o representante da AMP – Associação de Motoristas Parceiros, Nelson Bazolli.

“Se conseguirmos aprovar este projeto não estamos beneficiando uma ou outra empresa, mas a solução de mobilidade para nossa cidade. E o maior beneficiário dessa regulamentação será a população, que terá mais liberdade de escolha de transporte”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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