Assaltos em estações-tubo da Região Metropolitana de Curitiba caem 42,3%

Informações de empresas de ônibus auxiliaram em ações preventivas da GCM e da PM, mas ainda há muito a ser feito.
Foto: Luiz Costa/SMCS

Já levando em conta a Capital e as cidades vizinhas, a queda foi de 16%. Mesmo assim, números ainda preocupam. Violência nas ações assusta

ADAMO BAZANI

Os assaltos em ônibus, terminais e estações-tubo do sistema de transportes de Curitiba e Região Metropolitana registraram de 2014 para 2015, uma queda de 16% .

Os números com base em registros de autoridades de segurança e das transportadoras de passageiros foram divulgados pelo Setransp, sindicato que reúne as empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana.

No ano de 2014, foram registrados 3567 assaltos em terminais, estações-tubo e ônibus. Uma média de 10 casos por dia. Já em 2015, foram 2995 assaltos, média de 8 casos por dia, uma redução de 16%.

Nos dois primeiros meses deste ano, foram 276 registros, média de quatro por dia.

ESTAÇÕES-TUBO – REGIÃO METROPOLITANA E CAPITAL:

A Região Metropolitana de Curitiba foi destaque nesta redução de assaltos a estações-tubo. Ainda de acordo com os dados do Setransp, em 2014, foram 428 assaltos envolvendo as estações das linhas de ônibus metropolitanas. Em 2015, foram 247 registros, com queda de 42,3%.

Já o número de ocorrências nas estações-tubo do sistema urbano teve queda de 17,64%, passando de 2.500 ações criminosas para 2.059.

Em notam o Setransp informa que a redução é uma boa notícia, mas os números ainda são muito altos e destaca o esforço das empresas de ônibus que mantém constante contato com as autoridades de segurança e a população para diminuir ainda mais a violência nos transportes.

“As Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana veem com bastante preocupação os casos de assaltos em tubos e linhas. Embora o total de assaltos tenha diminuído, como mostram os números, ainda se está longe do objetivo final, de não haver roubos no sistema de transporte … As empresas mantêm um canal de diálogo direto e constante com a Guarda Municipal e a Polícia Militar para trocar informações e mapear os locais com mais incidência de roubos, a fim de que as corporações, quando possível, possam agir preventivamente ou, quando necessário, possam efetuar a prisão dos criminosos”

Os Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana também vê positivamente a redução os assaltos, mas a firma que uma das maiores preocupações atualmente é que as e ações estão mais violentas, com mais criminosos portando armas de fogo nas ações .

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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