Novela: Aumento de tarifa de ônibus em Manaus é adiado após reunião de viações com prefeitura

Ônibus em Manaus. Aumento de tarifa foi adiado

Decisão sobre a nova tarifa deve ser tomada nesta segunda-feira

ADAMO BAZANI

A tarifa de ônibus em Manaus virou uma verdadeira novela e promete ainda mais impasses jurídicos e administrativos.

O Sinetram, que é o sindicato que reúne as empresas de ônibus em Manaus, tinha informado que a tarifa de ônibus aumentaria para R$ 3,55, neste domingo 10 de abril. No entanto, após uma reunião com a prefeitura, as empresas de ônibus decidiram adiar a cobrança do novo valor.

A decisão sobre a nova tarifa de ônibus vai ser tomada a partir desta segunda-feira dia 11 de abril, quando será estipulada a nova data de aumento e também fixado o novo valor.

O aumento se dá em razão de decisão da justiça que elevou o valor da tarifa técnica dos atuais R$ 3,15 para R$ 3,54.

Ainda de acordo com a representação das empresas de ônibus, a lei municipal 209/93 permite o arredondamento.

Quem já possui créditos nos cartões de bilhetagem eletrônica Passafácil deve continuar pagando o valor antigo. A passagem para os estudantes deve ser de R$ 1,77

O desembargador Ari Jorge Moutinho da Costa, do Tribunal de Justiça do Amazonas – TJAM, atendeu nesta sexta-feira, 8 de abril, ação de um grupo de dez empresas de ônibus de Manaus e determinou que a tarifa técnica tenha um reajuste de 12,37% sobre o atual valor de R$ 3,15, chegando a R$ 3,54 . Até então, o passageiro pagava R$ 3,00.

Tarifa técnica é o valor que as empresas recebem por pessoa transportada e quando é maior que a tarifa pública, paga pelos passageiros, a diferença é coberta por subsídios.

No final do mês passado as empresas tentaram já este reajuste na justiça, mas o juiz Cezar Luiz Bandeira, da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal, havia negado o pedido.

As empresas de ônibus alegam que vão praticar o valor integral da tarifa técnica pelo fato de a prefeitura não estar repassando a diferença em relação à tarifa paga pelos passageiros. As empresas de ônibus, através do sindicato, alegam prejuízo de mais de R$ 10 milhões pela suposta falta de repasses.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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