Com ociosidade de 81,6%, indústria de ônibus e caminhões tem esperança no Irã

Ônibus de Turismo no Irã

Negociações com país devem resultar em vendas de 35 mil caminhões e 17 mil ônibus, além de 140 mil carros

ADAMO BAZANI

A redução dos impactos da crise política, da crise fiscal e da crise econômica na indústria de veículos pesados deve vir de fora e de bem longe.

A Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores espera que nas próximas duas semanas o andamento das negociações de vendas de carros, caminhões e ônibus para o Irã.

O Irã deve comprar do Brasil nos próximos anos 192 mil veículos dos quais, 140 mil carros, 35  mil caminhões e 17 mil ônibus. É quase todo o volume de veículos produzidos no Brasil em março deste ano, que foi de 195 ,3 mil unidades.

Para o presidente da Anfavea, Luiz Moan, há risco de outros países também oferecerem propostas para o Irã, no entanto, no caso do Brasil, ele garante que existe capacidade para atender todo pedido por dois motivos: a qualidade das instalações fabris e a ociosidade da indústria brasileira de automóveis.

Por causa da queda de vendas e produção, a indústria automotiva como um todo está em torno de 50% ociosa.

No caso das linhas de produção de ônibus e caminhões, a situação é pior ainda, com ociosidade de 81,6% ,de acordo com dados do desempenho da indústria divulgados pela Anfavea.

A queda de produção de ônibus no primeiro trimestre de 2016 foi de 43,5% em comparação ao mesmo período de 2015, que já foi um ano negativo para indústria automobilística, em especial, de veículos pesados, como ônibus e caminhões.

A queda de produção de caminhões nesse primeiro trimestre foi de 35,2% em relação ao mesmo período de 2015.

Foram produzidos de janeiro a março de 2016, 4.339 ônibus, entre urbanos e rodoviários, e 15.113 caminhões.

Em relação aos ônibus ainda, o segmento de veículos urbanos foi o que apresentou a pior queda, com baixa de 47,4% e 3.211 unidades totais.

A produção de ônibus rodoviários teve baixa de 28,7%, acumulando 1.128 veículos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

6 comentários em Com ociosidade de 81,6%, indústria de ônibus e caminhões tem esperança no Irã

  1. é demorou ….pois é a unica saida para as montadoras!!! devem se unir . Correr para paises compradores não ficar esperando que governo nenhum resolva seu problema que isso não acontecer…

    • Com certeza ! Espero q isso ocorra cada vez mais …Os trabalhadores não podem mais pagar pelos pecados horrendos do Governo Comunista, ateu, vagabundo e sodomita PTRALHA E DA TUCANADA HIPÓCRITA ! ESSES ASQUEROSOS ! Tomara q o Irã (Pérsia) encomende mais de 20.000 ônibus e uns 40.000 caminhões e o dobro de automóveis ! E todo o Mundo Muçulmano Arabe-Persa-Turco em geral !! Assim como Israel tmb!! Olha a situação da Cidade de SP/SP… a Prefeitura está a deriva em tudo! Os caras das empresas e ex cooperativas comprando tudo q é ônibus novos…desde os super-articulados, até os “micrões” e micros mais modernos…com ar condicionado e duas portas, conforme as especificações …tudo bem bacana …e hj vemos veículos BRTs, principalmente Milleniuns da CAIO-Induscar, convencionais….sendio usados em linhas de bairro…q andam em tudo o q é buraqueira …q vergonha ! Cadê a Licitação ???? Haddad ridiculo ! ptralha e funkeiro!

  2. Hora de ver se a Fabus é realmente uma associação solidária.

  3. Oswaldo Machado // 7 de Abril de 2016 às 19:09 // Responder

    Só há um detalhe…
    Se houver concorrencia e os chineses entrarem o Brasil não vai vender nada.
    Basta olhar Cuba, america central e grande parte da america latina onde as montadoras chinesas estão avançando rapidamente

  4. A unica saída pelo jeito.

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