Projeto de deixar Zona Azul mais cara faz parte de Plano de Mobilidade para liberar espaço para ciclovias e ônibus

Publicado em: 27 de março de 2016

Haddad

Com menos vagas para carros, Haddad quer liberar mais espaço para ciclovias. Foto: CET

Blog Ponto de Ônibus já tinha adiantado propostas em relação às faixas para transporte público ciclovias e corredores de ônibus

ADAMO BAZANI

Além de ampliar para 600 quilômetros o total de corredores de ônibus, a maior parte BRT – Bus Rapid Transit, que possuem maior eficiência, e chegar a 1,7 mil quilômetros de ciclovias na cidade de São Paulo, como já tinha mostrado em fevereiro o Blog Ponto de Ônibus em matéria especial sobre o Plano de Mobilidade para o município até 2030 (Relembre em http://wp.me/p18rvS-5VY),  dificultar o estacionamento de veículos nas áreas de maior movimento para estimular as pessoas a deixarem o carro em casa e liberar mais espaço para bicicletas e transporte coletivo é outra meta no plano aprovado pela administração do prefeito Fernando Haddad.

O total de corredores de ônibus atualmente é de são 11 espaços que somam 124,3 quilômetros. Atualmente, a cidade tem 398,7 de ciclovias e o total de faixas para ônibus é de 503,3 quilômetros.

Uma das formas para conseguir esta restrição de estacionamento, além de eliminar vagas, é criar faixas diferentes de preços por regiões da cidade. Atualmente o preço é de R$ 5 por hora nas 38 mil 972 vagas de Zona Azul.

Grande parte dessas vagas está concentrada na região central da capital paulista e em bairros como Pinheiros, Itaim Bibi e Jardins. Somente a Rua Estados Unidos tem 975 vagas.

As áreas mais nobres e as mais procuradas teriam cobrança de preços maiores.

A aplicação da medida pode ocorrer ainda neste ano com a implantação da Zona Azul digital.

A licitação para a contratação de empresas que fariam a operação do novo sistema foi barrada pelo TCM – Tribunal de Contas do Município, mas foi liberada no último dia 23 de março de 2016, conforme nota do órgão.

“O plenário do TCM referendou, por unanimidade, a decisão do conselheiro relator Edson Simões que, em sessão realizada no dia 23 de março, apresentou a sua medida de revogação da suspensão do chamamento Público sem número de 2016, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), para o credenciamento de empresas interessadas em realizar a distribuição de Cartão Azul Digital aos usuários do sistema de estacionamento rotativo nas vias, logradouros e áreas públicas do município de São Paulo.”

A redução de vagas para estacionamento rotativo seria implantada num período de dois anos. Além de liberar mais espaço, para ônibus e ciclovias, o objetivo é transformar algumas vagas em espaços prioritários para carga e descarga.

Especialistas concordam que a restrição de estacionamento com aumentos nos valores da Zona Azul podem significar indiretamente uma espécie de pedágio urbano, no entanto, o que pode levantar reclamações em São Paulo já é prática comum em diversas cidades pelo mundo afora, cujas políticas consistem em ampliar os espaços e qualidade dos deslocamentos por ônibus e não motorizados, ao mesmo tempo desestimulando do ponto de vista financeiro e limitando o espaço urbano para a circulação de veículos do transporte individual.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Raphael disse:

    O problema é quer diminuir as vagas de zona azul e deixar mais caras sem uma alternativa eficiente como solução. Prefeito paranoico, deveria se atentar a qualidade de transporte, oferecer veículos maiores e confortáveis com menor intervalo (por que andar de ônibus em pé até nos fins de semana ninguém merece, quanto mais a demora de espera nos pontos de ônibus). e quanto as bicicletas, será que todos são adeptos a pedalar por longas caminhadas, inclusive em locais onde há subidas? O que eu vejo são uma série de erros de planejamento, baseando-se num projeto de gosto pessoal (Haddad) e de um grupo com interesses específicos, buscando agrada-los em detrimento do bem estar coletivo. Ônibus é uma solução rápida e barata comparada a outros modais, mas não é levado a sério por questões de politicagem limitada e a forma como está sendo realizada com essa tentativa de impor uma mudança radical no comportamento do transporte sem levar em consideração as limitações da nossa cidade como qualquer outra cidade brasileira, deixando em segundo plano questões cruciais como aperfeiçoamento da qualidade desse modal que temos em relação a demanda.

    1. Mais aumentaram os veículos maiores, se algumas linhas não tem e porque não comportam.

  2. J disse:

    E AINDA TEM Q DÁ PALPITES NAS COISAS Q ESSE AARRANJA CONTRA O POVO DE SÃO PAULO – SP! AS PESSOAS DEVERIAM ESTAR NAS RUAS PEDINDO “AS CABEÇAS” … DELE, DO ALCKMIN E DESSA MARAFONA DESSA DILMÔNIA DOS INFERNOS ! ! E A LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES E AS MUDANÇAS TÃO NECESSÁRIAS NAS LINHAS DE ÔNIBUS DE SP/SP…DIFICILMENTE SAIRÁ …NO MANDATO HORRENDO DESSE PARASITA AÍ !

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