Câmara Metropolitana vai auxiliar plano de mobilidade em nove cidades do Rio de Janeiro

Publicado em: 23 de março de 2016

ônibus

Ônibus na região metropolitana do Rio. Plano deve integrar transportes entre as cidades.

Municípios do Litoral e do Leste vão contar com uma consultoria contratada pela câmara. Verba virá do Banco Mundial

ADAMO BAZANI

Pela Lei Federal 12.587, de 3 de janeiro de 2012, que instituiu a Política Nacional de Mobilidade Urbana, em 2015 todas as cidades brasileiras, com 20 mil habitantes ou mais deveriam ter um plano de mobilidade.

No entanto, vários municípios ainda não cumpriram a determinação, tanto é que há uma discussão no Congresso para que este prazo seja ampliado para 2018. Diante da crise econômica e política no país, as pautas no Congresso não avançam e não há previsão para que a nova data seja estipulada.

Problemas relacionados à falta de verba, de capacitação técnica e até mesmo de vontade política de muitos administradores públicos podem explicar o cenário atual, com quase 70% dos municípios sem um plano definido.

No estado do Rio de Janeiro, a Câmara Metropolitana de Integração Governamental anunciou nesta terça-feira, 22 de março de 2016, que vai apoiar nove cidades da Região Metropolitana para elaborarem seus Planos de Mobilidade Urbana.

Os planos, conforme determina a lei, devem priorizar o transporte coletivo e integrar serviços municipais e intermunicipais, que contam com trens, metrô, barcas e ônibus, com os transportes não motorizados, como por ciclovias e a pé.

Os municípios contemplados são: Nova Iguaçu, Queimados, Belford Roxo, São João de Meriti, Mesquita, Nilópolis – na Baixada Fluminense – e São Gonçalo, Itaboraí e Maricá – no Leste Fluminense.

Estas cidades devem contar com a ajuda de uma empresa de consultoria especializada que vai ser contratada pela Câmara. O financiamento será do Banco Mundial para elaboração dos planos. As prefeituras do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias já contrataram os estudos.

Os contratos para estas nove cidades devem ser assinados ainda neste primeiro semestre. Após a assinatura, a empresa de consultoria selecionada terá 12 meses para qualificar equipes das prefeituras, detalhar as propostas locais e desenvolver os planos integrados das nove cidades, divididas em dois segmentos: Baixada e Leste Fluminense.

Em nota, o diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro, diz que é preciso pensar em sistemas racionalizados de transporte municipal, com criação de faixas e vias exclusivas para ônibus, corredores BRT (Bus Rapid Transit) e BRS (Bus Rapid Service), além de incentivar o uso de trens, a construção de ciclovias, a instalação de bicicletários e percursos a pé.

Precisamos pensar na integração intermodal e tarifária, na redução do tempo de deslocamento da população no percurso casa-trabalho, mas também no uso do solo, na logística e outros temas importantes para a mobilidade na região. Queremos um plano que atenda às necessidades reais da população, com medidas pontuais que tenham impacto regional. Em paralelo, continuamos a desenvolver o nosso Plano Diretor Metropolitano – disse o diretor-executivo.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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