Ônibus urbanos perderam 900 mil passageiros por dia no país em 2015

onibus

Ônibus em Curitiba, cidade onde houve a maior perda de passageiros, diz NTU.

Redução foi de 4,2% em relação a 2014. NTU diz que números são explicados pela crise econômica. Dados confirmam informação do Blog Ponto de Ônibus sobre São Paulo

ADAMO BAZANI

A perda anual de passageiros de ônibus urbanos em todo o país registrada na última década aumentou ainda mais em 2015.

De acordo com dados da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, que reúne em torno de 500 viações, no ano passado, os ônibus deixaram de transportar 900 mil passageiros por dia em 15 das principais cidades do país e uma região metropolitana, incluindo as maiores capitais, que somam quase dois terços da demanda dos passageiros de ônibus em todo o país.

O número significa uma queda de 4,2% em relação aos patamares de 2014. É o quarto ano de perda seguida e a maior registrada nesta década.

De acordo com o levantamento da NTU,  se anteriormente o motivo da redução do número de passageiros foi a concorrência com outras formas de deslocamento, como carros e motos que receberam incentivos especiais do Governo Federal, desta vez segundo a entidade patronal, a crise econômica é que explica esta queda maior.

Segundo os empresários, a situação faz com que mais pessoas se desloquem a pé e também com desemprego, menos pessoas usam diariamente os ônibus para se deslocarem ao trabalho. Mesmo que saiam para procurar emprego, o número de viagens tende a ser menor que a rotina anterior.

As piores perdas, de acordo com este levantamento da NTU, divulgado a parte da imprensa, foram nas cidades de Curitiba e Goiânia com que de 8% e 7,9% respectivamente no número de passageiros em 2015. Em São Paulo, a queda foi de 0,9%, conforme adiantou o Blog Ponto de Ônibus. Veja em: https://diariodotransporte.com.br/2016/02/02/onibus-de-sao-paulo-deixaram-de-transportar-26-milhoes-passageiros-em-2015/

Rio de Janeiro, Maceió e São Paulo foram as cidades com as reduções menores de passageiros.

Para tentar reverter o quadro, a NTU sugere uma série de incentivos para o transporte público, como a criação de uma taxa por litro combustível para reduzir os aumentos nas tarifas.

Confira as cidades ou regiões metropolitanas pesquisadas pela NTU:

– Grande Porto Alegre: queda de 6,1%

– Joinville: queda de 4,3%

– Curitiba: queda de 8%

– Londrina: queda de 4,7%

– São Paulo: queda de 0,9%

– Rio de Janeiro: queda de 0,1%

– Belo Horizonte: queda de 6,5%

– Goiânia: queda de 7,9%

– Salvador: queda de 4,1%

– Aracaju: queda de 5,9%

– Maceió: queda de 0,8%

– Recife: queda de 5,2%

– Natal: queda de 5,2%

– Teresina: queda de 7,8%

– Fortaleza: queda de 2,2%

CONFIRA A TABELA:

Pesquisa_NTU

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. claudio disse:

    Então segundo a teoria do Eng.José Antônio Fernandes Martins (Marcopolo) isso representa um milhão e oitocentas passagens a menos por dia. Acho que o número é bem maior.

  2. Curitiba, se for o que penso, tem um motivo óbvio, que quem acompanha as redes sociais por lá e o Blog Ponto de Ônibus, sabem: a briga da Urbs por causa da desassociação de integração das empresas metropolitanas com empresas municipais.

    Devido a brigas políticas, o sistema metropolitano de ônibus da RMC se dissociou do sistema curitibano, e com isso causou esta perda de passageiros. É o que acho.

  3. Jhonatan Ferreira Mello disse:

    Adamo, aqui em Curitiba o transporte coletivo não é mais atrativo para população que consegue “se manter” com o uso do transporte individual.

    Motivos:

    – O Sistema parou no tempo – Integrações custosas, demoradas e que não atende a realidade da cidade e RMC. (Tema do meu TCC).
    -Ônibus velhos (tem carro ano 2000 ainda em circulação).
    – Intervalos longos ( No mínimo entre 30 e 40 minutos aqui para a maiorias das linhas).
    – Terminais com pouca infraestrutura, excesso de “pula-catraca/fura-tubo”.
    – Arrastões em algumas linhas de bairro

    Juntando tudo isso com o preço pago da catraca, é mais fácil comprar uma moto ou ir de carro. Uma pena que o empresariado e o orgão gestor NÃO pensa em medidas atrativas.

    Abraço.

    JH

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