Metrô de Guadalajara implanta serviços de trólebus para formar rede de transportes

Publicado em: 4 de fevereiro de 2016

trolebus

Trólebus são vistos como solução de mobilidade e fazem parte da rede de metrô de Guadalajara – Foto: Divulgação

Linha 3 é dotada de ônibus elétricos ligados à rede aérea. Sistema permite que veículos trafeguem  por 30 quilômetros sem dependerem dos fios

ADAMO BAZANI

Enquanto muitos dizem que sistema de trólebus é ultrapassado e que existem outras alternativas mais modernas para transportes, o  Siteur – Sistema de Trem Elétrico Urbano, que engloba o Metrô de Guadalajara, no México, investe justamente neste tipo de veículo como solução moderna de mobilidade.

Desde esta segunda-feira, 1º  de fevereiro de 2016, estão em circulação 25 trólebus na recém-criada linha 3 SiTren, cujo trajeto integra as linhas da rede de transportes, sendo uma extensão do Sistema Light Rail Integral. A nova linha possui 34 quilômetros entre ida e volta.

O sistema Siteur é uma das provas de opção que se pode fazer entre o transporte individual e o transporte coletivo. Ele foi criado em 1974, já voltado para uma rede de transportes e não para um modal. Para a construção da primeira linha férrea, o poder público decidiu suprimir uma rota de alta capacidade para carros.

E com os trólebus, continua o objetivo de prestar serviços de mobilidade urbana com qualidade e respeito ao meio ambiente. De acordo com o diretor da Siteur, Guadalajara Rodolfo Gutierrez, na página oficial do sistema, a presença dos trólebus pode reduzir a emissão de dióxido de carbono em 16,75 toneladas por semana 3900 toneladas por ano em comparação com o ônibus a diesel ( http://www.siteur.gob.mx/  )

Os 25 trólebus comprados possuem um sistema de Tecnologia Tcheco Skoda. Os ônibus possuem um sistema de armazenamento de energia que permite com que os veículos circulem por até 30 quilômetros desconectados da rede aérea em caso de eventualidade.

Cada trólebus com 12,3 metros de comprimento pode transportar até 100 pessoas. Os veículos são dotados de rampas para acesso de pessoas com deficiência. O trajeto possui 54 paradas na ida e na volta e a frequência é de um trólebus a cada cinco minutos nos horários de pico e a cada 12 minutos nos demais horários.

Os ônibus possuem sistemas de GPS para monitoramento dos serviços, rádios comunicadores e câmeras de vigilância que também estão nas paradas.

Bilhetagem eletrônica com o sistema pré-pago também é outra característica desta linha de trólebus que inicialmente deve transportar 10 mil pessoas por dia

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Andre disse:

    Interessante o metrô investir em ônibus.
    Fiquei curioso para saber que chassi é esse. É uma bela carroceria também.

  2. Pedro disse:

    Os fabricados no Brasil tinham autonomia de 100 metros sem os cabos, se falarem que era mais e mentira, agora nem funcionam mais, depois perguntam porque o Brasil não pode competir la fora, nossos produtossão caros e obsoletos, o resto e patriotismo barato.

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