Transporte Público quer atrair mais passageiros na Região Metropolitana de Curitiba
Publicado em: 1 de fevereiro de 2016

Ônibus da Região Metropolitana de Curitiba. Transportes públicos com mais eficiência e menor custo para a população podem reduzir os congestionamentos e a poluição nas cidades
Passagens com valor acessível, eficiência e pontualidade são os principais caminhos para que mais pessoas deixem o carro em casa.
ADAMO BAZANI
Um dos grandes desafios para as cidades é o combate à poluição e a diminuição dos congestionamentos, que causam grandes prejuízos financeiros e reduzem a qualidade de vida.
Para isso, estimular o transporte coletivo é fundamental. Um ônibus comum transporta em média 70 passageiros, o que poderia substituir de uma só vez mais de 35 carros de passeio, levando em conta que a taxa de ocupação de um carro é duas pessoas apenas. Um ônibus biarticulado pode retirar até 125 carros.
No entanto, o que se vê na prática é o oposto desta meta. Mais pessoas estão se deslocando pelo transporte individual.
Com a Região Metropolitana de Curitiba não é diferente e o desafio é grande.
A região tem hoje um automóvel para cada dois moradores e uma frota de 2,4 milhões de veículos. Nos últimos dez anos houve um crescimento de 88% no número de veículos da região, gerando problemas para as cidades como menor fluidez no tráfego e mais congestionamentos. O reflexo desta realidade é a queda no número de passageiros no transporte público. Em 2013, foram 560 mil passageiros por dia a menos que em 2012 na Região Metropolitana de Curitiba.
A solução para que este quadro seja revertido deve vir de um conjunto de ações articuladas entre poder público, empresas de ônibus e população para que o serviço de transportes seja barato, eficiente, pontual e confortável.
“Isso se consegue com um equilíbrio entre o poder público, as empresas de ônibus e os usuários. Esse equilíbrio surge de uma tarifação que cubra os custos de operação do sistema e esteja dentro da possibilidade de pagamento dos usuários, com a necessidade ou não de subsídios”, defendeu o presidente da Associação Metrocard, entidade que gerencia a bilhetagem do transporte em 18 cidades da RMC, Lessandro Zem, à repórter Adriana Brum.
O presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba – Comec, Omar Akel, diz que o órgão busca a melhoria do sistema, o que consequentemente pode tornar o transporte público mais atraente.
“Trabalhamos em parceria com a Metrocard na instalação da bilhetagem eletrônica, no controle da frota por GPS, na modernização tecnológica do sistema. Também discutimos a racionalização de itinerários, a identificação de corredores viários onde possam ser criadas faixas exclusivas de transporte”. Além disso, um plano de mobilidade para a Região Metropolitana está sendo elaborado para a criação de grandes eixos de transporte metropolitano. “Percebemos demandas por rotas que não necessariamente passam por Curitiba e que permitem agilizar o deslocamento das pessoas”, diz Akel.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

